
A unidade de Manaus (AM) do CESAR, por meio do Lab IoT, deu detalhes sobre uma solução de monitoramento que integra bioinsumos de liberação controlada a uma rede de sensores de internet das coisas (IoT). O projeto criado para o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) busca resolver uma questão histórica para os agricultores da região: a lixiviação, processo em que as chuvas constantes “lavam” os fertilizantes antes que as plantas possam absorvê-los.
Segundo o CESAR, o projeto contribui com a diversificação da matriz econômica da região, ao aplicar tecnologia de monitoramento industrial e análise de dados típicos do setor de manufatura ao contexto da bioeconomia. O desenvolvimento foi financiado com recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Na prática, foram desenvolvidas “bioesferas” poliméricas a partir de resíduos amazônicos, projetadas para liberar nutrientes gradualmente, evitando o desperdício e a contaminação de lençóis freáticos. No entanto, faltava validação da eficácia da solução.
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“Desenvolvemos uma estação de monitoramento subterrânea com sensores capazes de medir variáveis físico-químicas críticas e, através de edge computing, transformamos esses dados em visualizações claras de performance”, explica em comunicado José Henrique Lima, gerente de negócios do CESAR Manaus. “Conseguimos comprovar, com dados, que a tecnologia do CBA mantém a nutrição da planta estável, enquanto métodos tradicionais geram perdas imediatas.”
Para obter visibilidade do que ocorre abaixo da terra, o time do CESAR Manaus desenvolveu uma sonda de monitoramento IoT capaz de operar em condições de campo. O dispositivo é enterrado junto às raízes e mede continuamente variáveis como umidade, pH, temperatura e a concentração de macronutrientes (NPK – Nitrogênio, Fósforo e Potássio).
A solução utiliza computação de borda para processar as informações coletadas localmente antes do envio, o que promete melhorar a eficiência mesmo em áreas com conectividade limitada. Uma vez analisadas e tratadas, elas são transmitidas para um sistema cuja dashboard mostra dados em tempo real, permitindo que os pesquisadores visualizem a curva de liberação dos nutrientes.
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