
A Check Point Software Technologies anunciou uma nova estratégia voltada à segurança da adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas, estruturada em quatro pilares, e confirmou a aquisição de três companhias — Cyata, Cyclops e Rotate — como parte da expansão de sua plataforma de proteção corporativa.
O anúncio ocorre em meio ao aumento do uso de IA em operações empresariais, que inclui desde ferramentas de produtividade até sistemas autônomos e agentes inteligentes. Segundo a empresa, a iniciativa busca consolidar uma arquitetura unificada com foco em prevenção, capaz de proteger ambientes híbridos e distribuídos.
Estratégia em quatro pilares
A proposta apresentada pela companhia está organizada em quatro frentes principais. A segurança de rede em malha híbrida abrange ambientes distribuídos, incluindo nuvens híbridas, data centers e redes de filiais. Já a segurança do espaço de trabalho concentra-se na proteção de endpoints, navegadores, e-mails, aplicações SaaS e plataformas colaborativas, especialmente em cenários de uso intensivo de IA por funcionários.
Outro eixo é o gerenciamento de exposição, que amplia a visibilidade sobre superfícies de ataque e prioriza riscos com base no contexto operacional, em vez de depender apenas de alertas isolados. Por fim, a segurança de IA contempla todo o ciclo de adoção da tecnologia, incluindo aplicações corporativas, uso por colaboradores e agentes autônomos.
De acordo com a companhia, as funcionalidades são disponibilizadas em uma arquitetura de plataforma aberta, com integração a ferramentas de segurança já existentes em ambientes de múltiplos fornecedores.
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Aquisições reforçam foco em agentes de IA e gestão de riscos
As aquisições anunciadas têm objetivos complementares dentro da estratégia. A Cyata desenvolve soluções de identidade e governança para agentes de IA, incluindo descoberta de agentes ativos, monitoramento de comportamento e aplicação automatizada de políticas de segurança. A Cyclops atua no gerenciamento da superfície de ataque (CAASM), consolidando dados de diferentes ambientes para ampliar visibilidade de ativos e priorizar riscos. Já a Rotate oferece uma plataforma voltada a provedores de serviços gerenciados, com proteção centralizada para equipes distribuídas e ambientes SaaS.
Segundo Roi Karo, Chief Strategy Officer da empresa, a expansão busca responder às mudanças trazidas pela IA no cenário de ameaças. “À medida que a tecnologia transforma as operações e as ameaças evoluem, a segurança precisa ser repensada. A estratégia de quatro pilares fornece uma estrutura para proteger redes, espaços de trabalho, riscos de exposição e ambientes orientados por IA em uma plataforma unificada”, afirmou.
Resultados financeiros e plano para 2026
O anúncio das aquisições ocorreu junto à divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre e do ano completo de 2025. A companhia reportou receita anual de US$ 2,7 bilhões e mais de US$ 2,9 bilhões em vendas contratadas.
Entre os destaques do quarto trimestre estão faturamento calculado de US$ 1,039 bilhão, crescimento de 8% na comparação anual, receitas totais de US$ 745 milhões e aumento de 11% nas receitas de assinaturas de segurança.
No acumulado de 2025, o faturamento calculado alcançou US$ 2,906 bilhões e as receitas totais somaram US$ 2,725 bilhões. As receitas de assinaturas de segurança chegaram a US$ 1,219 bilhão, com crescimento de 10%.
Para Nadav Zafrir, CEO da companhia, o foco para 2026 está na proteção da transformação digital baseada em IA. “Nossa estratégia está centrada em proteger a transformação de IA dos clientes em toda a empresa, incorporando segurança orientada por IA em todo o portfólio”, afirmou.
A empresa indica que a aquisição da Cyata amplia a arquitetura de segurança voltada à governança e ao controle de agentes inteligentes, refletindo a crescente preocupação do mercado com riscos associados ao uso corporativo de IA.
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