
A função do CIO mudou. Se antes bastava “manter as luzes acesas”, hoje cabe a esses executivos promover inovação, agilidade e resultados mensuráveis para o negócio. Ainda assim, quase 30% das empresas gastaram além do previsto em seus orçamentos de TI em 2024, segundo o Forrester Priorities Survey 2025, um sinal de falhas estratégicas mais profundas do que simples erros de previsão.
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FinOps e finanças de TI: hora de unir forças
Um dos principais motivos, aponta o relatório, é a falta de integração entre os times de FinOps (voltados à otimização de custos em nuvem) e finanças de TI (responsáveis pelo planejamento e controle de investimentos em tecnologia). Historicamente, essas equipes atuaram em paralelo, mesmo com a expansão de seus escopos: enquanto o FinOps passou a cobrir gastos com SaaS e ambientes locais, as finanças de TI começaram a incluir a nuvem em suas análises.
O resultado é uma gestão fragmentada, que dificulta a visão completa dos custos e a tomada de decisões em ambientes híbridos. Para resolver o problema, CIOs estão fundindo as duas disciplinas, criando modelos integrados de gestão financeira da tecnologia. Segundo a Forrester, 33% das organizações já unificaram os times de FinOps e finanças de TI, e essa proporção deve crescer à medida que aumenta a demanda por visibilidade em tempo real dos gastos corporativos.
O que fazem os líderes de alta performance
Segundo a Forrester, empresas mais avançadas adotam práticas que colocam finanças e operações sob uma mesma estrutura de governança:
- Equipes unificadas cuidam de custos de nuvem, SaaS, infraestrutura local e mão de obra, centralizando a responsabilidade em um só grupo.
- Dados centralizados permitem visualizar todos os investimentos tecnológicos em um único painel, alinhando decisões financeiras às prioridades de negócio.
- Gestão preventiva substitui a correção de desvios por monitoramento contínuo e colaboração entre TI, finanças, compras e áreas de negócio com base em dados compartilhados.
Quatro passos para começar
Para empresas que ainda operam de forma isolada, a Forrester recomenda um plano em quatro etapas:
- Quebrar silos: criar times multifuncionais com representantes de FinOps, finanças, engenharia, compras e áreas de negócio.
- Investir em visibilidade: adotar ferramentas que ofereçam informações em tempo real sobre todos os domínios de TI — e não apenas sobre a nuvem.
- Alinhar gastos a resultados: mapear como cada investimento em tecnologia contribui para crescimento, eficiência e experiência do cliente.
- Estimular a agilidade financeira: tratar os dados financeiros como ativos estratégicos, capacitando líderes de TI a pensar em termos de economia por unidade e fluxo de valor.
O futuro é integrado
Nos próximos cinco anos, a Forrester prevê que FinOps e finanças de TI deixarão de ser áreas separadas, formando uma capacidade unificada de gestão financeira da tecnologia. Essa estrutura estará lado a lado com as funções de estratégia, portfólio, arquitetura corporativa e governança, permitindo que o CIO entregue resultados tecnológicos mensuráveis e com o aval do CFO.
As organizações que adotarem essa convergência desde já, afirma a consultoria, estarão melhor posicionadas para fazer investimentos mais inteligentes, com controles mais rigorosos e impacto de negócios mais claro.
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