
A Claranet encerrou o primeiro trimestre do ano fiscal de 2026 (julho a setembro de 2025) com faturamento de R$ 68 milhões no Brasil. O resultado representa aumento de 66% nas vendas em comparação ao trimestre anterior, reflexo da ampliação da base de clientes e da conquista de novos contratos em áreas como gestão, inovação e transformação digital, com destaque para os setores de indústria, serviços financeiros e varejo.
Segundo Daniel Galante, CEO da Claranet no Brasil, o período marcou um avanço importante para a companhia. “O mercado exige velocidade, mas também consistência, e o que fizemos neste trimestre foi mostrar que é possível crescer de forma robusta sem abrir mão de qualidade, governança e inovação. Essa é a nova Claranet no Brasil, pronta para escalar”, afirma após voltar à liderança da empresa.
De acordo com o CEO, a empresa está estruturando um modelo de negócios que vai além da oferta tecnológica, posicionando-se como parceira estratégica em transformação digital. “Nossa agenda inclui crescimento orgânico, aquisições e parcerias inéditas. Acreditamos que o Brasil é um dos mercados mais promissores do mundo”, adianta Galante, acrescentando que uma nova parceria deve ser anunciada em breve.
Como parte do movimento de expansão, a empresa anunciou a nomeação de Fábio Santos como Chief Operations Officer (COO). O executivo será responsável pela integração das áreas de operações e serviços, além de governança e cibersegurança. Ele também assume como diretor estatutário. Com mais de 25 anos de experiência em tecnologia, Santos já atuou em grandes operações no Brasil.
“Chego à Claranet em um momento decisivo, em que a companhia acelera sua atuação em projetos de alta complexidade. Minha missão é fortalecer as operações, ampliar o portfólio de serviços e assegurar excelência na entrega em ambientes críticos”, declarou.
Reestruturação para disputar grandes contratos
A chegada de Santos integra uma reorganização da estrutura de gestão que visa posicionar a Claranet para disputar contratos de maior dimensão. “O que estamos mirando, além de melhorar continuamente os serviços para todos os clientes, independente do seu tamanho, é participar de concorrências no mercado de contratos de maior dimensão com empresas de maior dimensão do que atendemos hoje”, explicou Galante.
A divisão de responsabilidades permite que o CEO concentre esforços em relacionamento com mercado, parceiros e clientes, enquanto Santos cuida das operações internas. “O Fábio vai ficar cuidando da casa da porta para dentro, enquanto eu cuido da casa da porta para fora”, disse.
A estratégia inclui a implementação de tecnologias emergentes para criar uma operação mais autônoma. “Vamos implementar o que há de melhor no mercado em termos de agentes e inteligência artificial, RPA [automação robótica de processos]. Vamos buscar tecnologias emergentes para que possamos evoluir ainda mais uma operação que já entrega serviço com qualidade”, afirmou Santos.
Segundo o COO, o ambiente competitivo exige que a empresa aproveite as ferramentas disponíveis. “Nosso ambiente é extremamente competitivo, e não podemos descartar as tecnologias que estão ali para nos ajudar justamente nessa competitividade”, complementou.
A chegada do novo executivo dá continuidade à estratégia implementada desde a entrada de Galante na liderança da empresa, com foco em ampliar a presença da Claranet em grandes corporações e ambientes de missão crítica.
Terceira maior operação global
Após a venda da operação em Portugal, anunciada em dezembro de 2024, o Brasil tornou-se a terceira maior operação da Claranet entre os 11 países onde o grupo atua na Europa. “Quando olhamos a perspectiva de possibilidade de crescimento, o tamanho do mercado e o nível de maturidade do mercado, o Brasil é o mercado talvez mais promissor”, avaliou Galante.
O CEO destacou que, diferentemente das economias europeias, o Brasil apresenta velocidade maior na adoção de tecnologias. “Do ponto de vista de tempo de adoção das tecnologias ou da velocidade com que conseguimos aplicar as coisas aqui no Brasil, o País é uma região estratégica e importante para o grupo”, explicou.
A Claranet é controlada por Charles Nasser, fundador da companhia. Segundo Galante, essa estrutura de controle facilita o direcionamento de longo prazo e promove liberdade de execução da estratégia local em cada país. “A Claranet é uma empresa que promove essa liberdade de execução da estratégia local, isso contribui com a nossa missão aqui de execução usando da nossa experiência de mercado”, afirmou.
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