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A imagem mostra um smartphone em primeiro plano exibindo o logotipo da Cloudflare, uma empresa conhecida por serviços de segurança, desempenho e confiabilidade na internet. O fundo está desfocado, mas parece mostrar uma tela com gráficos e números, possivelmente relacionados a dados financeiros ou estatísticas.

A Cloudflare, empresa de rede de distribuição de conteúdo e segurança cibernética em nuvem, sofreu um problema não identificado nesta terça-feira (18), causando a queda dos sites de diversos de seus clientes, incluindo o X (ex-Twitter), o Canva, a OpenAI e o próprio IT Forum.

Além do os usuários não conseguiram acessar as páginas, alguns proprietários de sites também não conseguiam se conectar aos seus painéis de desempenho. De acordo com o Downdetector, os problemas começaram por volta das 8h11 da manhã (horário de Brasilía). Às 8h48, a empresa informou, por meio de seu site que havia identificado o problema.

“Estamos observando a recuperação dos serviços, mas os clientes podem continuar a observar taxas de erro acima do normal enquanto prosseguimos com os esforços de correção.”

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No entanto, o problema só foi solucionado às 11h40 da manhã. Até o momento, a Cloudflare não informou o que teria causado a interrupção nos serviços. Os engenheiros da empresa tinham agendado para terça-feira a realização de manutenção em data centers no Taiti, Los Angeles, Atlanta e Santiago, no Chile, mas não está claro se suas atividades estavam relacionadas à pane interrupção.

O problema ocorre há quase um mês da AWS apresentar instabilidades em seus sistemas, também paralisando diversos serviços. Os incidentes levantam questionamentos sobre a alta dependência da internet mundial de poucos provedores de nuvem. Segundo Felipe Lutz, CIO da Outsera, a União Europeia é um exemplo de como reduzir essa vulnerabilidade, ao investir em uma infraestrutura digital mais independente, com dados e aplicações hospedados sob um mesmo guarda-chuva regulatório.

“Esse tipo de estratégia faz sentido não apenas diante do cenário geopolítico atual, mas também em momentos como este apagão, quando a falha de um único provedor afeta em cadeia diversos serviços digitais no mundo todo”, afirma Lutz. “O Brasil, mesmo fora do centro dessas tensões, poderia seguir caminho semelhante. Temos empresas capazes de prover serviços de nuvem locais – e espaço para que mais delas surjam.”

O executivo também alerta que a frequência e o impacto dessas falhas evidenciam que “os serviços online ainda dependem excessivamente de poucos provedores para manter suas operações”.

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