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Luis Silva, fundador e CEO da CloudWalk | Foto: divulgação
Luis Silva, fundador e CEO da CloudWalk | Foto: divulgação

O ano de 2025 foi bom para a CloudWalk. A dona da InfinitePay no Brasil e do Jim.com nos Estados Unidos encerrou o ano com R$ 5,44 bilhões em receita, salto de 104% na comparação anual em base neutra de câmbio. O lucro líquido foi de R$ 602 milhões, alta de 90%.

Contudo, o número que chama a atenção – e resume em parte a estratégia da empresa – está em outro indicador: a empresa anotou R$ 10 milhões de faturamento por colaborador, com um time enxuto de 720 pessoas.

Para situar o tamanho do salto: em 2019, quando lançou a InfinitePay no Brasil, a CloudWalk faturou R$ 11 milhões. Seis anos depois, a receita anualizada está na casa dos R$ 7 bilhões. Segundo destacou a fintech em comunicado, a taxa composta de crescimento anual nesse período foi de 186%.

De acordo com o CEO e fundador Luis Silva, os números são resultado direto de uma aposta que a empresa vem fazendo há alguns anos: substituir processos operacionais por agentes autônomos de IA, treinados em modelos proprietários rodando em seu próprio cluster de GPUs.

Hoje, esses agentes desenvolvem software, aprovam crédito, previnem fraudes, fazem vendas, resolvem atendimentos e criam campanhas de marketing de forma independente. Humanos, na lógica da empresa, definem políticas, tratam exceções e gerenciam o risco.

“Toda fintech diz que usa IA. Nós somos uma empresa de IA que, por acaso, opera no setor financeiro”, afirma o CEO. “Nossos agentes não auxiliam funcionários, eles executam o trabalho.”

Brasil, EUA e escala

No Brasil, a InfinitePay cresceu de 3 milhões para 6,3 milhões de empreendedores ativos em 2025 e se tornou o aplicativo de finanças mais baixado da App Store brasileira em dezembro.

No campo regulatório, a CloudWalk obteve no ano passado uma licença plena de instituição de crédito junto ao Banco Central, o que lhe dá autonomia sobre suas operações de crédito e abre caminho para produtos de investimento. Em agosto do ano passado, a Fitch Ratings atribuiu à empresa seu primeiro rating: AA-(bra), com perspectiva positiva.

Nos Estados Unidos, o Jim.com, produto construído inteiramente sobre o modelo de IA autônoma da companhia, foi lançado no início de 2025. O aplicativo, que transforma qualquer smartphone em uma maquininha de pagamento com liquidação instantânea, chegou em poucos meses a dezenas de milhares de lojistas nos 50 estados americanos, espalhado principalmente por boca a boca.

Segundo o Luis Silva, os números validam a tese que a companhia tem vendido, a de “Self-Driving Finance”. Conforme explica o executivo, se trata de uma infraestrutura na qual agentes de IA gerenciam pagamentos, crédito, liquidação e decisões operacionais com intervenção humana mínima. Com operações no Brasil e nos EUA e um modelo que ganha eficiência conforme escala, a próxima fase é a expansão global.

“A maioria das empresas desacelera à medida que cresce. Nós dobramos a receita com um time de 720 pessoas”, resume o CEO. “O modelo está provado. Agora ele escala”.

O post CloudWalk dobra receita e bate R$ 10M de faturamento por funcionário apareceu primeiro em Startups.