
A Cibra é um player nacional expressivo dentro de seu ramo de atuação, o de fertilizantes. Contudo, em meio ao ecossistema tech, a companhia começou há pouco os seus esforços em inovação aberta, mas está disposta a acelerar essa missão. Um passo nessa direção tem a ver com o Cubo Itaú, onde a empresa está abrindo um espaço próprio e iniciando um programa de inovação aberta.
Segundo destaca a própria Cibra, o novo lounge dentro do Cubo, um espaço de 35 m², reforça o posicionamento da companhia na agenda de transformação do agronegócio, ampliando sua proximidade com startups.
“A gente estar lá (no Cubo) possibilita que a Cibra trabalhe esse posicionamento de ser uma empresa inovadora, que já é uma coisa que nós somos, mas reforça ainda mais estando dentro desse tipo de ambiente”, pontua Rafael França, diretor de Inovação e Novos Negócios na Cibra, em conversa com o Startups.
A fabricante entra como participante do hub agro, mas segundo Rafael, o plano não é se restringir às startups apenas do seu setor. “Estamos interessados em conhecer soluções já prontas no mercado, que podem resolver problemas que fazem parte do nosso setor ou perifericamente ao nosso setor, para que melhorem tanto o atendimento ao nosso cliente quanto também a nossa produtividade”, destaca o executivo.
O primeiro ano no Cubo tem objetivo declarado: gerar case. Para isso, a Cibra estruturou internamente um programa próprio de aceleração. Chamado Seiva, a iniciativa quer atender desafios estratégicos mapeados da empresa com o ecossistema de startups. “A gente tem esse DNA de fazer em casa, sabe? A gente gosta de experimentar e construir do jeito que a gente entende que funciona aqui”, afirma Rafael.
Segundo o executivo, o Seiva prevê tanto a contratação de startups como fornecedoras quanto a possibilidade de investimento, incluindo M&A e estruturas alternativas ao CVC tradicional. “Tudo isso está aberto para a gente discutir. O principal é o mercado entender que a Cibra é uma empresa muito aberta para fazer negócios”, afirma o diretor.
De dentro para fora
Investir em um espaço próprio dentro do Cubo não é um movimento barato – segundo apurações de Startups, empresas gastam quantias na casa dos milhões para fazer isso. Contudo, segundo o executivo da Cibra, essa chegada no hub mais conhecido do país é um passo natural em uma jornada iniciada há anos dentro da companhia.
“A gente não entrou como mantenedora do Cubo por modismo”, dispara o executivo. “Iniciamos uma mudança organizacional para a inovação há cerca de cinco anos. Fomos a primeira indústria do mercado de fertilizantes a ter loja virtual, a desenvolver agentes de IA para venda, tivemos um criptoativo vinculado ao preço dos produtos, o Cibra Coin”, explica Rafael.
Com essa mudança de dentro para fora, a Cibra chegou inclusive a receber prêmios por sua cultura de intraempreendedorismo. Com o terreno preparado, o próximo movimento foi natural. “A gente começou a perceber que esse modelo tem uma certa limitação e o momento exige que a gente busque o que os ecossistemas trazem, soluções já prontas no mercado voltadas tanto à eficiência quanto a oportunidades de cadeia”, explica.
Segundo Rafael, é essa visão inovadora que ajudou a Cibra em um salto de crescimento no mercado nacional de fertilizantes. Em cerca de 10 anos – de 2012 a 2023 – a companhia saltou de um faturamento de R$ 70 milhões para cerca de R$ 8 bilhões. Em 2024, a fabricante anotou R$ 7,6 bilhões em faturamento, respondendo por 7,2% do share do mercado de fertilizantes.
Agora, com a presença no Cubo, o plano é acelerar ainda mais essa estratégia, apostando alto em inovação para colher resultados positivos mais na frente. Agora, segundo ele, o trabalho é fazer acontecer: “Agora, nosso trabalho é tirar valor desse movimento. Se você for para lá e você sentar e achar que vai acontecer, que vai cair no colo, não vai. Agora, se você realmente der tração, você começar a procurar, trazer para dentro da organização, trabalhar a tese junto, comunicar isso para o ecossistema, aí acontece”, finaliza.
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