
A Elephan.AI, startup B2B de inteligência de receita, acaba de concluir sua segunda rodada em dois anos de mercado. A empresa levantou mais R$ 3 milhões em um deal liderado pela Triaxis e pela Crescera Capital, por meio do fundo Criatec 4.
Com a rodada, as gestoras se juntam à Antler no captable da startup, que utilizará os recursos para acelerar a adoção de sua plataforma, especialmente entre clientes de grande porte e nível enterprise, uma fatia do mercado que, segundo a empresa, “abraçou” a solução no ano passado.
“Estamos em uma evolução natural. Em 2024 focamos em estabelecer o produto e gerar as primeiras receitas; em 2025 trabalhamos na validação de processos, o que nos trouxe clientes qualificados. Agora, estamos colocando bastante energia para amadurecer a operação. Estamos olhando para diversificação de canais, marketing e investimento para tornar o produto mais robusto”, explica a cofundadora e CEO Thais Sterenberg ao Startups.
Para sustentar esse ritmo de crescimento, a companhia planeja ampliar significativamente o time. Atualmente com 19 colaboradores — uma operação enxuta e eficiente pelo uso de IA nos processos — a Elephan estima encerrar 2026 com cerca de 50 pessoas.
Com o pé no acelerador, a empresa também traçou metas agressivas. Em 2025, a startup viu sua receita anual recorrente (ARR) crescer sete vezes, impulsionada pela entrada de contas como Serasa, OnFly e outras. Hoje, a Elephan.AI soma cerca de 250 clientes na base, um aumento considerável frente aos 50 registrados um ano atrás.
Embora não divulgue números absolutos de faturamento, Thais projeta um crescimento sustentável em 2026, apoiado no breakeven alcançado no ano passado. “Estamos mirando crescer três vezes o nosso ARR este ano”, afirma.
Inteligência de receita
Fundada por Thais (ex-analista de marketing da Nestlé e ex-gerente sênior de growth marketing B2B do QuintoAndar) e Henrique Machado (cofundador da Ramper), a Elephan.AI nasceu em 2024 durante o programa de residência da Antler.
A plataforma enriquece automaticamente leads no CRM a partir de dados externos e gera insights sobre o pipeline de vendas, integrando-se nativamente aos principais CRMs do mercado. Também realiza análises do funil, cruzando dados quantitativos com informações captadas em reuniões e no processo de enriquecimento.
A proposta chamou a atenção da Antler, que aportou US$ 125 mil ao final do programa, permitindo que a startup tirasse a ideia do papel e conquistasse os primeiros clientes. Em entrevista ao Startups, em abril do ano passado, Thais já indicava que uma nova rodada estava no horizonte para acelerar a expansão.
Agora, com o cheque do Criatec 4, o plano é consolidar a posição da Elephan.AI em um mercado ainda fértil para soluções do tipo. Segundo a executiva, enquanto muitas plataformas de SaaS e IA para vendas ainda estão focadas na automação de tarefas, a Elephan atua na camada de decisão.
Aliás, com essa proposta de valor, também está nos planos da startup “atacar” outros mercados. Segundo Thais, poucas empresas a nível global estão desenvolvendo o tipo de solução que a Elephan.AI entrega. Um dos poucos exemplos neste segmento é o da Gong, startup norte-americana hoje avaliada em cerca de US$ 4,5 bilhões e com um ARR de US$ 300 milhões.
“Ainda temos muito espaço para crescer. O mercado está aprendendo a usar esse tipo de produto dentro das empresas. Nosso crescimento acompanha essa adoção e a proposta de valor que entregamos, que é justamente inteligência para as áreas de vendas. Temos uma visão muito consolidada de onde queremos chegar”, conclui a CEO.
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