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Carlos Eduardo Monguilhott e Rafael Viana, da Strattum
Carlos Eduardo Monguilhott e Rafael Viana, da Strattum (Imagem: Divulgação)

Com o caixa reforçado depois de um pré-Seed robusto anunciado em junho, a Strattum agora começa a testar sua plataforma em mercados internacionais. Para o ex-Neoway e B3, Carlos Eduardo Monguilhott (que prefere ser chamado de Kadu), hoje cofundador e CEO da Strattum, o sonho é transformar a startup em uma big tech brasileira.

Fundada no início do ano por Kadu e Rafael Viana (CTO), a Strattum levantou US$ 3,2 milhões em junho, liderada pela Maya Capital e ONEVC, com participação da Norte Ventures e três investidores-anjo. A intenção da startup é atuar justamente no “calcanhar de Aquiles” das grandes empresas quando o assunto é inteligência artificial: a camada de dados.

Isso porque, em vez de criar agentes ou modelos próprios, a startup atua na camada de infraestrutura de contexto, organizando informações dispersas nas empresas para formar o “cérebro corporativo” que alimenta diferentes modelos de IA.

Segundo Kadu, a proposta é acelerar a implementação de projetos de IA, reduzir custos operacionais, garantir a soberania dos dados e reforçar a governança das informações, mirando principalmente grandes empresas. “Esses são os quatro principais pilares que percebemos por aqui, que fazem toda a diferença e, hoje, são um problemaço para as empresas”, comenta em entrevista ao Startups.

Nova rodada para internacionalizar

Apesar de a estratégia inicial estar concentrada no mercado brasileiro, a ambição da Strattum vai além das fronteiras nacionais. Kadu afirma que a rodada pré-Seed teve como objetivo validar a tese da empresa.

Com os primeiros resultados positivos, a startup já começou a testar sua plataforma em mercados estrangeiros e avalia uma nova captação para acelerar a expansão internacional, apesar de ainda não ter uma data exata em mente. “Com uma eventual captação conseguiríamos expandir globalmente, não ficar só no Brasil. Tem muito espaço em mercados parecidos com o Brasil”, ressalta.

Para o executivo, a internacionalização é um passo natural para atingir um objetivo ainda maior. “A gente tem um sonho de ser uma big tech brasileira. Queremos construir uma empresa de tecnologia de verdade, nascida no Brasil, com um time sênior e de altíssimo nível para competir com qualquer player do mundo e dar orgulho para o país”, complementa.

Ao contrário de startups que desenvolvem soluções para setores específicos, a Strattum aposta em um problema comum a diferentes indústrias. Durante a conversa, Kadu disse que empresas de varejo, instituições financeiras, companhias de tecnologia e negócios da economia real enfrentam a mesma dificuldade para organizar seus dados e transformá-los em contexto para aplicações de IA.

“Não estamos focados em uma única indústria porque o nosso alvo é o gargalo na implementação de dados para IA, e esse é um problema que absolutamente todo mundo tem hoje”, explica Kadu, destacando que a arquitetura da plataforma foi desenhada para se adaptar à complexidade de qualquer grande corporação, independentemente de sua área de atuação.

Em relação ao modelo de negócios, a Strattum aposta em uma estrutura de cobrança híbrida que combina assinatura recorrente e uso transacional. As empresas pagam um valor fixo referente à assinatura da plataforma, que já inclui uma franquia de consumo de tokens, somado a uma taxa transacional excedente caso o volume de dados operados ultrapasse esse limite inicial.

Além disso, a startup oferece uma camada de serviços e implementação apoiada por engenheiros dedicados (Forward Deployment Engineers), mas Kadu reforça que a startup não busca rentabilizar em cima dessa frente de apoio: o foco é puramente viabilizar a entrada do cliente e dar autonomia para que as próprias equipes internas operem a tecnologia no dia a dia.

O post Com US$ 3,2M no bolso, Strattum começa a testar mercado internacional apareceu primeiro em Startups.