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Podcast MVP com Zoop | Arte: Startups

O avanço da embedded finance vem mudando a forma como empresas se relacionam com parceiros, clientes e novas fontes de receita. No caso da Zoop, a aposta sempre foi clara: ecossistemas fortes, conectados a um core business relevante, têm potencial para se transformar em seus próprios bancos digitais.

É essa tese que guia a conversa entre Gustavo Brigatto, fundador do Startups, e Cesario Martins, CEO da Zoop, no novo episódio do podcast MVP, gravado diretamente da sede da empresa, em Osasco. O episódio tem o apoio da Zoop.

Ao longo da entrevista, Cesario explica que a Zoop nasceu justamente para viabilizar essa transformação no mercado. Segundo ele, “ecossistemas fortes têm o poder de virar banco”, desde que exista uma relação simbiótica entre a empresa e sua rede de parceiros. Na visão do executivo, não basta adicionar uma camada financeira ao negócio: é preciso que o serviço impulsione o crescimento do ecossistema como um todo. “Fintech não existe sem o core”, resume.

Essa tese ganhou uma de suas maiores provas no relacionamento com o iFood. Antes mesmo da criação formal do iFood Pago, a Zoop já era a infraestrutura por trás das soluções que permitiram o avanço da empresa em serviços financeiros. Em 2024, esse movimento se consolidou com a incorporação da Zoop ao guarda-chuva do iFood Pago, após a compra da fatia remanescente de 20% do negócio. A operação nasceu com 140 mil contas, R$ 70 bilhões transacionados e a meta de chegar a R$ 1 bilhão de receita, reforçando a visão de que o profundo conhecimento de um nicho – no caso, restaurantes – permite criar ofertas mais competitivas que os bancos tradicionais.

Para Cesario, esse é um exemplo claro de como a proximidade com o ecossistema define o sucesso de uma estratégia de embedded finance. Em discurso indireto, ele afirma que empresas distantes de sua rede de parceiros tendem a encontrar mais dificuldade para capturar valor. Já aquelas que operam a partir de um core forte conseguem transformar pagamentos, crédito e banking em alavancas reais de crescimento.

Os números recentes da Zoop reforçam esse momento. A empresa entregou R$ 1 bilhão de receita no último ano fiscal, superando com folga a meta estabelecida para 2025. Agora, chega ao novo ciclo com o objetivo de dobrar esse resultado. Mais do que o desempenho financeiro, Cesario destaca que o marco “prova a tese da Zoop” e valida a demanda crescente por infraestrutura financeira dentro de ecossistemas digitais.

A entrevista também traz exemplos concretos dos produtos que ajudaram a construir essa trajetória. Entre os chamados “diamantes da Zoop”, Cesario destaca o split de pagamentos, criado ainda nos primeiros anos da companhia e amadurecido ao longo da evolução da plataforma. Outro destaque é o tap to pay, definido por ele como o “ouro da casa”.

A companhia possui cerca de 50 mil maquininhas, mas no tap to pay a escala aumenta para mais de 1 milhão de dispositivos habilitados. “A escala vem porque quando o pagamento deixa de ser hardware e vira software não tem mais gargalo”, diz o CEO da Zoop.

O futuro, porém, já está no radar. Cesario aponta para os agentes conversacionais como a próxima fronteira dos pagamentos, especialmente no ambiente online. Se no presencial o tap to pay resolveu boa parte da jornada, no digital o desafio agora é equilibrar conveniência com segurança. “O grande desafio do pagamento online é a fraude”, afirma, ao destacar que a próxima onda de inovação dependerá da capacidade de tornar essa experiência mais inteligente, contextual e protegida.

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O post Como a Zoop ajudou a transformar ecossistemas em fintechs apareceu primeiro em Startups.