Skip to main content

A imagem representa o conceito de inteligência artificial e assistentes virtuais. Um homem, vestido com uma camisa azul, segura um smartphone enquanto projeções holográficas aparecem sobre sua mão. Os ícones incluem um robô de IA, gráficos de desempenho, um chip eletrônico e uma barra de pesquisa com "Command Prompt:". A cena é iluminada com tons de azul, reforçando a ideia de tecnologia avançada, automação e interação com agentes de IA (agentes de IA, Qlik, IEEE)

A adoção acelerada da IA agêntica deve não apenas transformar o cotidiano de consumidores e empresas, mas também provocar uma onda global de contratações de analistas de dados já a partir de 2026. A previsão é do estudo anual O Impacto da Tecnologia em 2026 e Além, divulgado pelo IEEE, organização técnico-profissional dedicada ao avanço tecnológico.

Segundo o levantamento, 91% dos especialistas em tecnologia afirmam que o uso dessa nova geração de IA para examinar grandes volumes de informações deve aumentar no próximo ano. O movimento, porém, não virá sozinho: à medida que agentes autônomos assumem tarefas mais complexas, cresce também a demanda por profissionais capazes de verificar a precisão, transparência e possíveis vulnerabilidades nos resultados produzidos por esses sistemas.

Leia mais: A liderança do futuro é digital na forma, mas humana no propósito

Para os respondentes, a IA agêntica deverá se consolidar como um “assistente inteligente” no mercado de consumo já em 2026, atuando em funções como organização de agenda, gerenciamento de privacidade digital, monitoramento de saúde e curadoria de informações. No Brasil, 60% dos entrevistados preveem adoção em massa pela população.

Mas mesmo com alto grau de autonomia, esses sistemas ainda dependem de validação humana. E é justamente aí que entra o papel dos analistas: 58% dos líderes brasileiros afirmam que o avanço da IA agêntica, aplicado à análise de grandes bases de dados, vai estimular contratações adicionais para garantir integridade, confiabilidade e governança dos resultados.

Entre as habilidades mais buscadas para funções relacionadas à IA em 2026 estão práticas éticas de IA (44%); análise de dados (38%); aprendizado de máquina (34%); modelagem de dados (32%); e desenvolvimento de software (32%).

No Brasil, três setores devem liderar a transformação impulsionada pela inteligência artificial agêntica em 2026: desenvolvimento de software (60%), bancos e serviços financeiros (48%) e mídia e entretenimento (48%). Tecnologias complementares como robótica, veículos autônomos e realidade estendida (38%) também serão fortemente afetadas no próximo ano.

A pesquisa entrevistou 400 CIOs, CTOs, diretores de TI e outros líderes de tecnologia no Brasil, China, Japão, Índia, Reino Unido e Estados Unidos, em organizações com mais de mil funcionários, abrangendo diversos setores da indústria, incluindo serviços bancários e financeiros, bens de consumo, educação, eletrônicos, engenharia, energia, governo, saúde, seguros, varejo e telecomunicações. A pesquisa foi realizada de 11 a 17 de setembro de 2025.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!