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Francessca Vasquez, vice-presidente de Serviços Profissionais e Agentes de IA da Amazon Web Services (AWS), falando ao microfone durante um evento, vestindo blazer vermelho e blusa preta, sentada em cadeira branca com fundo em tons de roxo, rosa e laranja.

A capacidade das organizações de extrair valor da inteligência artificial (IA) agêntica dependerá diretamente de mudanças culturais internas. Essa é a avaliação de Francessca Vasquez, vice-presidente de Serviços Profissionais e Agentes de IA da Amazon Web Services (AWS), que participou nesta quarta-feira (13) do AWS Summit São Paulo, principal evento para clientes e parceiros da gigante de nuvem no País.

Responsável pela estratégia da AWS com agentes, Francessca destaca que, sozinha, a tecnologia não garantirá resultados de negócio. É necessário promover o alinhamento cultural e a preparação das equipes para acelerar a adoção.

“Organizações precisam refletir sobre os impactos de sistemas agênticos em sua cultura, na forma de trabalho e nas novas habilidades que devem ser desenvolvidas. Tudo isso acontece em tempo real”, afirma.

Essa preparação inclui também a qualificação de pessoas. Para a executiva, o avanço da IA abre mais espaço para profissionais com “mentalidade nativa” em IA, como universitários e jovens que já incorporam ferramentas digitais aos seus hábitos.

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“Queremos garantir que estamos alcançando preparação e educação. Não pense apenas na transformação técnica e de IA. É preciso considerar o trabalho e como ele vai mudar”, destaca.

Há, no entanto, um componente técnico que também influencia o êxito de projetos de IA agêntica: a organização de dados. Segundo Francessca, empresas que padronizam, governam e estruturam suas informações conseguem migrar e implementar IA mais rapidamente, gerando impacto nos negócios em menor tempo. “Não é preciso ter dados perfeitos, mas eles devem estar organizados, com padrões e governança”, explica.

Essa estruturação evita retrabalhos e agiliza etapas que, em muitos casos, travariam a adoção da tecnologia. Como exemplo, cita iniciativas do Centro de Inovação para IA Generativa da AWS, que apoia clientes desde provas de conceito até a produção.

No centro, 59% dos projetos chegam efetivamente à fase operacional, enquanto a média do mercado é de cerca de 30%. A taxa mais alta está diretamente ligada ao trabalho prévio de classificação, padronização e governança de dados, aliado a uma estratégia clara sobre como esses ativos serão utilizados. “Quando a empresa já possui uma base de dados organizada e uma visão nítida do que quer alcançar, a IA deixa de ser um experimento e passa a gerar valor real”, diz.

Da IA agêntica à IA física

Na avaliação de Francessca Vasquez, a IA agêntica é apenas mais um passo na evolução dos LLMs. O próximo, aponta, deve ser a transição do campo puramente digital para aplicações físicas, integrando software inteligente a máquinas, dispositivos e processos industriais.

Ela destaca que setores como robótica, indústria e saúde já começam a incorporar agentes de IA capazes de operar em tempo real, tomar decisões e interagir de forma mais autônoma com o ambiente físico.

“Acho que a próxima onda é que as pessoas vão querer fazer mais em alguma versão robótica. Vejo elementos da IA agêntica se transformando em aparelhos mais avançados e processos de fabricação”, explica.

A transição também deve impactar a maneira como empresas estruturam suas operações, exigindo novas competências e infraestrutura para conectar agentes de IA a sensores, dispositivos e linhas de produção. “É uma mudança de paradigma que estamos vivendo agora, e acredito que essa será a evolução natural”, finaliza.

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