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Imagem conceitual em fundo escuro mostrando uma pessoa interagindo com um tablet sobre uma superfície plana. As mãos tocam uma interface holográfica azul composta por vários painéis digitais flutuantes. No centro, há uma tela com um avatar e mensagens de um assistente virtual, com o texto “AI Assistant”. Ao redor, aparecem outros painéis com rótulos como “AI Agents”, “Generative AI” e “ADS”, além de ícones de usuários, gráficos, engrenagens e fluxos de dados. A composição sugere o uso de agentes de inteligência artificial, automação, assistentes digitais e gestão de informações em um ambiente tecnológico avançado, segurança

A eficiência operacional sempre foi um alvo central das empresas, mas a forma de alcançá-la tem evoluído. Mais do que tendência, hoje o uso combinado de dados e inteligência artificial (IA) em busca de eficiência representa uma mudança significativa na forma como as empresas operam, competem e crescem.

A combinação de aprendizado de máquina com dados permite reduzir custos, eliminar retrabalho, melhorar o atendimento ao cliente, otimizar a tomada de decisão, entre outros benefícios. Mas para que essa equação gere de fato valor, é preciso primeiro olhar para dentro de casa: sua base de dados é sólida e padronizada?

Apesar do avanço acelerado da IA, seu desempenho continua totalmente dependente da qualidade, integração e governança dos dados. Para que a tecnologia funcione adequadamente e atenda às necessidades do negócio é preciso garantir a acurácia das informações, respeitando requisitos de segurança, privacidade e compliance.

Na ausência desses elementos, a inteligência artificial pode até ser implementada, mas dificilmente vai operar com alta precisão e sem viés, ou pior, pode amplificar ineficiências já existentes. IA multiplica valor (ou o caos) na mesma proporção do estado dos seus dados.

Desafio do ROI

Adaptar-se e evoluir com a IA é uma jornada desafiadora. Um dos maiores gargalos enfrentados pelas empresas hoje é a lacuna significativa entre o investimento e o resultado financeiro concreto. Muitas organizações estão percebendo que o retorno sobre o investimento (ROI) de suas soluções de IA é insuficiente.

Ao mesmo tempo em que aumentar a eficiência operacional é o principal objetivo da agenda de IA da maioria dos CIOs brasileiros (92%), a validação do retorno sobre o investimento (ROI) está entre os três principais desafios para a criação/execução de uma iniciativa de IA na empresa para 36% deles, ficando atrás apenas da dificuldade em estabelecer um caso de uso eficiente para o negócio (52%). Os dados são do Antes da TI, a Estratégia 2026, estudo anual do IT Forum, que conta, até o momento, com 243 respondentes.

O acompanhamento do ROI da IA requer uma abordagem estratégica, com indicadores-chave de desempenho (KPIs) específicos para monitorar não somente a redução de custos. Muitas iniciativas falham porque ignoram benefícios como ganho de produtividade, redução de riscos e melhoria na experiência do cliente, fatores que também impactam o resultado financeiro, mesmo que indiretamente.

A combinação entre dados e IA já se consolidou como um dos principais pilares de eficiência operacional nas empresas. No entanto, o diferencial competitivo não está apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade de estruturá-la de forma estratégica.

Organizações que investem em dados de qualidade, integram tecnologia ao negócio e adotam uma abordagem orientada a valor conseguem transformar IA em resultados concretos, reduzindo custos, aumentando produtividade e acelerando decisões.

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