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A partir de 2026, o estado de Minas Gerais terá seu primeiro parque de data centers. O projeto é uma iniciativa da Supernova com a Mapa de Investimentos. Juntas, as empresas já desenvolveram mais de R$ 2 bilhões em operações imobiliárias e agora planejam começar as obras na em Leopoldina no segundo semestre deste ano. Com o auxílio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de sua agência vinculada, Invest Minas, a empreitada já atraiu R$ 300 milhões em investimento privado. A expectativa do governo é de gerar cerca de 1,1 mil empregos diretos. O parque receberá até três data centers de grandes players do mercado de hiperescala. Espera-se que o primeiro edifício, com capacidade de TI de 60 MW, comece a operar em 2026. As outras instalações deverão contar com capacidade semelhante, totalizando aproximadamente 200 MW. Neste momento, as empresas estão em fase de conversa com interessados em desenvolver seus projetos no local. BNDES, Scala, Rj, data center, google

A demanda por capacidade de data centers para inteligência artificial (IA), nuvem e serviços de internet continuará a aumentar “acentuadamente” em 2026, sendo a maior parte reservada para grandes empresas de tecnologia, os “hyperscalers”. Se por um lado isso reduz o risco de capacidade ociosa, por outro intensifica o risco de concentração, indica um novo relatório da consultoria especialista em risco Moody’s.

O crescimento dessa capacidade de manter um ritmo de “dois dígitos”, diz a empresa. Há no mundo todo uma corrida para construir novas estruturas entre os próximos de 12 a 18 meses.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), citada no relatório, a capacidade global dos data centers projetada e medida pelo consumo de eletricidade atingirá cerca de 600 terawatts-hora (TWh) em 2026, aumento de 14% em relação aos 525 TWh estimados em 2025. Foi uma alta de 20% no ano passado em relação ao consumo real de 436 TWh em 2024.

Há, no entanto, limitações regulatórias e de energia “continuam a restringir o desenvolvimento”, diz a Moody’s. Existe ainda oposição crescente a novos data centers em diversos territórios por causa das preocupações da população sobre o consumo de energia e água. Por outro lado, diz a agência, é provável que regiões com leis favoráveis continuem a crescer, enquanto outras estão fazendo mudanças para incentivar o setor.

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Financiamento

Segundo a Moody’s, os mercados de capitais estão se adaptando para financiar o rápido crescimento dos data centers, mas contrapartes com histórico de crédito positivo ainda são “fundamentais”. A quantidade e a diversidade do capital necessário para desenvolvimento aumentaram junto com o tamanho dos data centers, e bancos devem continuar a desempenhar papel importante, junto com investidores institucionais.

No entanto, custos elevados da unidade de processamento gráfico (GPUs) fazem com que os desenvolvedores busquem opções alternativas de financiamento. É provável que usuários e proprietários de GPUs busquem mais fontes alternativas, diz a Moody’s.

Um PDF com alguns dos principais achados do estudo pode ser baixado aqui.

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