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Foto lado a lado de dois executivos da Databricks: à esquerda, Marcos Grilanda, vice-presidente e gerente-geral da Databricks para a América Latina, em pé de braços cruzados diante de uma parede com o logotipo iluminado da empresa; à direita, Ricardo Buffon, country manager da Databricks no Brasil, sorrindo e vestindo camisa social lilás em frente a um fundo neutro.

A Databricks vive um momento de virada no Brasil. Depois de registrar um crescimento de 150% no faturamento nos últimos dois anos, a companhia reforça seus planos de expansão em três frentes principais: democratização do acesso aos dados, avanço em inteligência artificial (IA) e fortalecimento do ecossistema de parceiros.

“Estamos crescendo muito no número de clientes e queremos dar um passo além: tornar a Databricks a principal plataforma de dados e IA para as empresas brasileiras”, afirma Ricardo Buffon, o recém-nomeado country manager da Databricks no Brasil. “Nosso diferencial é permitir que o acesso às informações seja simples, sem exigir conhecimento técnico avançado, além de oferecer uma estratégia multicloud que integra os três principais hyperscalers”.

A aposta em GenAI já movimenta a operação global. A aquisição da MosaicML por US$ 1 bilhão reforçou o portfólio de modelos de linguagem e acelerou a capacidade de incorporar IA generativa nativamente aos produtos. Essa evolução chega ao Brasil em um cenário no qual empresas buscam não apenas organizar dados, mas transformá-los em insights estratégicos para ganhos de eficiência e novos negócios.

“O nível de maturidade dos clientes já é alto, mas o desafio agora é estruturar os dados para que os insights sejam precisos. É nisso que a Databricks pode acelerar a adoção”, complementa Buffon.

Setores estratégicos e parceiros

Entre os setores em destaque, o financeiro segue na dianteira, com clientes como Bradesco, Santander, B3 e PicPay. O varejo, com empresas como Casas Bahia, Riachuelo, Arezzo em sua carteira, e a manufatura também despontam como áreas de forte expansão.

Para sustentar esse avanço, o ecossistema de parceiros será decisivo. Segundo Marcos Grilanda, vice-presidente e gerente-geral da Databricks para a América Latina, a companhia estrutura sua estratégia em níveis de parceria que consideram certificações, oportunidades geradas e faturamento. “É uma via de mão dupla: precisamos de parceiros para implementar projetos, e eles nos trazem demandas concretas dos clientes. Esse ciclo alimenta a expansão”, destaca.

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Se a oportunidade é imensa, o desafio é proporcional. Formar talentos e capacitar clientes. A Databricks já conta com 200 colaboradores no Brasil e tem investido em workshops, treinamentos traduzidos para o português e certificações locais não só para o seu time, mas também para parceiros e todo o mercado. “Queremos estar próximos da comunidade de desenvolvedores. Quanto mais conhecimento for disseminado, mais avançado será o ecossistema. Esse é um dos meus sonhos: democratizar o acesso à TI”, afirma Buffon.

Reconhecido como um dos dez países estratégicos para a Databricks no mundo, o Brasil tem recebido aportes consistentes: expansão de equipe, novo escritório em São Paulo e presença cada vez mais próxima de clientes. “Dobrar recursos, aumentar em 40% o time e abrir operações dedicadas na região fazem parte da estratégia de longo prazo. O País está no centro da nossa expansão na América Latina”, reforça Grilanda.

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