
Por Pedro Prates
Nos últimos anos, instituições financeiras vêm intensificando seus esforços para apoiar os empreendedores brasileiros, protagonistas muitas vezes silenciosos que movem a engrenagem da economia nacional. Segundo dados do Sebrae, os pequenos negócios já respondem por 27% do PIB e são responsáveis por 72% dos empregos gerados no país no ano. Ao olhar mais de perto, o que se revela é um ecossistema vibrante e diverso, formado por empreendedores com perfis, trajetórias e desafios profundamente distintos. Muitos atuam em diversas frentes, enfrentando dilemas diários que vão da gestão financeira à tomada de decisões estratégicas. Nesse cenário, o apoio especializado e personalizado deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade urgente. E se a IA fosse a chave para escalar o apoio à gestão das PMEs?
Para isso ser uma realidade, é preciso ir além das soluções genéricas. É aí que a Inteligência Artificial Generativa desponta como uma aliada poderosa. Capaz de aprender continuamente e adaptar-se ao contexto de cada negócio, ela tem um nível de hiperpersonalização antes inimaginável. Uma pesquisa recente feita pela Quaest a pedido aqui do banco confirma essa tendência: o pequeno empresário brasileiro está cada vez mais engajado com a inovação, reconhecendo na IA não apenas uma ferramenta, mas um motor essencial para manter sua empresa competitiva, dinâmica e em constante evolução.
O estudo “Do caderninho à inovação: os novos caminhos do empreendedor brasileiro” mostrou que 44% dos empreendedores do Brasil já usam Inteligência Artificial Generativa em sua rotina empresarial, a maior parte deles diariamente. Eles já têm usado a tecnologia principalmente para explorar possibilidades em soluções ligadas ao marketing ou relacionamento com seus clientes, gerar imagens e vídeos, analisar dados, organizar tarefas e ter insights que os ajudem a tomar certas decisões. Também têm avançado em melhorar o atendimento e aumentar a produtividade. Ou seja, o uso da IA Generativa está em expansão entre os empreendedores, mas ainda há um enorme potencial para ser explorado, de aplicações diretas desde a otimização de tarefas, recomendações para melhores decisões até economia de tempo.
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A pesquisa mostra ainda que a tecnologia está mudando, mesmo que aos poucos, a forma como os pequenos empresários lidam com as finanças nas empresas. Um quarto dos entrevistados já usa a IA Generativa para tomada de decisões financeiras sobre investimentos, empréstimos e otimização de fluxo de caixa. Até pouco tempo isso era impensável, o que demonstra uma abertura e certo grau de otimismo dos empresários quanto ao potencial da IA para seus negócios. Com as ferramentas certas, a inovação pode ajudá-los a superarem desafios e a alcançarem suas ambições de forma mais estruturada e sustentável.
Seguindo essa lógica, as instituições financeiras têm um papel estratégico como agentes de transformação e devem aproveitar o avanço da tecnologia, que já está em curso, para apoiar profissionais autônomos e pequenas empresas. Um exemplo disso é o desenvolvimento de soluções que democratizem o acesso à Inteligência Artificial Generativa, de forma segura, confiável e hiperpersonalizada, respeitando o contexto de cada cliente.
Somos pioneiros no uso da IA Generativa no sistema bancário, e a segurança de dados sempre foi um de nossos pilares. E o estudo da Quaest apontou justamente a preocupação com a segurança e a responsabilidade dos dados como fatores decisivos na hora de usar uma ferramenta de IA Generativa nas finanças. E é natural que seja assim – afinal, seria estranho e até mesmo arriscado compartilhar dados privados financeiros de sua empresa com uma IA aberta, que além disso não conhece profundamente o negócio. Mas, segundo a pesquisa, se a solução inspirar confiança, for acessível e gere valor real, com segurança e qualidade de informações, a equação para essa adoção está resolvida.
A IA Generativa, que aprende continuamente e impulsiona novos níveis de autonomia nas empresas, avança em um ritmo mais rápido do que qualquer outra tecnologia anterior. Ela representa uma mudança de mentalidade, porque democratiza o acesso à inovação, reduz barreiras históricas e permite que até o menor dos empreendedores possa competir com inteligência, agilidade e visão de futuro. Tem potencial para alavancar os pequenos negócios e, consequentemente, a economia brasileira – não apenas em um ou outro segmento, mas em todos aqueles que giram a roda e promovem o avanço de toda a cadeia produtiva e, por consequência, do país. Ao abraçarmos essa transformação, estamos construindo um novo capítulo para a economia brasileira, mais inclusiva, resiliente e preparada para os desafios do amanhã.
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