
O que você faria se, diante de um ataque cibernético, sua empresa perdesse todos os dados sem qualquer possibilidade de recuperação? Presente na mente de todos os líderes de Tecnologia e Cibersegurança tem se tornado cada vez mais frequente já que, com ela, cresce também o impacto financeiro dos ataques às organizações. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4,88 milhões, o maior valor já registrado na série histórica do estudo.
Nesse cenário, cresce a adoção do conceito de resiliência cibernética, que vai além da prevenção e envolve a capacidade de proteger dados, detectar ameaças rapidamente e recuperar sistemas com segurança após um ataques. No Dia Mundial do Backup, celebrado em 31 de março, especialistas da Commvault destacam algumas práticas fundamentais para fortalecer essa capacidade nas organizações:
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- Saiba exatamente onde estão seus dados
Ambientes híbridos e multicloud fizeram com que informações corporativas passassem a circular entre diferentes plataformas, aplicações e dispositivos. Sem uma visão clara sobre onde esses dados estão armazenados, torna-se extremamente difícil protegê-los.Mapear e classificar dados é um passo essencial para identificar informações sensíveis, aplicar controles adequados e reduzir o impacto de incidentes. Em um cenário de ataque, a visibilidade dos ativos digitais pode ser a diferença entre uma recuperação rápida e semanas de paralisação operacional. - Faça backup e teste a recuperação
Backups continuam sendo uma das bases da proteção de dados, mas o mercado evoluiu. Hoje, não basta apenas copiar dados: é fundamental garantir que eles possam ser restaurados rapidamente e de forma confiável.Organizações maduras em segurança realizam backups frequentes — muitas vezes diários — e executam testes regulares de recuperação, simulando cenários de ataque para validar a integridade dos dados e os procedimentos de restauração.Esse processo é essencial porque o tempo de resposta faz grande diferença no impacto financeiro de um incidente. Quanto mais rápido uma empresa identifica, contém e recupera seus sistemas, menor tende a ser o prejuízo.
- Esteja atento às exigências regulatórias
A proteção de dados também deixou de ser apenas um tema tecnológico e passou a ter forte impacto jurídico e regulatório.No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê multas que podem chegar a 2% do faturamento anual da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração, além de outras sanções administrativas.Isso significa que incidentes de segurança não afetam apenas a operação de uma organização, mas também sua reputação e conformidade regulatória. Ter processos estruturados de backup, retenção e recuperação de dados é, portanto, uma medida essencial tanto para segurança quanto para governança.
- Adote novas tecnologias de proteção
Enquanto os ataques se tornam mais sofisticados — com modelos como Ransomware-as-a-Service, que permitem a qualquer criminoso lançar ataques complexos — novas tecnologias de defesa também evoluem. Por isso, ter uma solução que está sempre à frente na inovação, com recursos como detecção de anomalias baseada em comportamento, cópias de backup imutáveis e capacidade de recuperação orquestrada, é essencial para garantir que os dados permaneçam protegidos e possam ser restaurados rapidamente após um incidente.
- Resiliência é a nova estratégia de segurança
O aumento da frequência e da sofisticação dos ataques mostra que a sobrevivência do negócio depende menos da sorte em evitar ameaças e mais da capacidade técnica de superá-las..Por isso, organizações mais preparadas estão adotando estratégias baseadas em resiliência cibernética, combinando visibilidade de dados, proteção contínua, testes de recuperação e tecnologias avançadas de detecção.
“No Dia Mundial do Backup, lembramos que proteger dados é proteger o futuro. É preciso transformar o backup em uma estratégia proativa de negócios, que garante confiança e a resiliência necessárias para que cada organização mantenha sua operação sempre ativa e segura”, afirma Marcelo Rodrigues, gerente geral da Commvault.
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