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Leonid Radvinsky | Foto: Shutterstock/Reprodução

O empresário ucraniano-americano Leonid Radvinsky morreu nesta sexta-feira (20), aos 43 anos, em decorrência de um câncer. Leo, como era mais conhecido, era dono da Fenix Internacional, a empresa-mãe do OnlyFans. Além da plataforma, que se consolidou no mercado de conteúdo adulto, o empresário operava um fundo de venture capital chamado Leo, fundado em 2009.

A morte do empresário ocorre em um momento em que o futuro da plataforma já estava em aberto. Leo vinha buscando vender sua participação majoritária há pelo menos um ano. Em janeiro de 2026, segundo informações obtidas na época pelo TechCrunch, o OnlyFans estava em negociações exclusivas com a firma de investimentos Architect Capital para a venda de 60% da empresa, em um deal que avaliaria a plataforma em US$ 5,5 bilhões: sendo US$ 3,5 bilhões em equity e US$ 2 bilhões em dívida.

Antes disso, em meados de 2025, a Reuters havia apurado que a Fenix International estava em negociações com um grupo de investidores americanos liderado pela Forest Road Company, de Los Angeles, em uma transação que avaliaria o negócio em cerca de US$ 8 bilhões.

Leonid Radvinsky nasceu em Odessa, na Ucrânia, em família judaica, e emigrou para Chicago ainda criança. Em 2002, graduou-se em economia pela Northwestern University. Antes do OnlyFans, já havia construído um histórico no setor de entretenimento adulto online: foi fundador do MyFreeCams, site de webcams, por meio de sua holding MFCXY, Inc.

Em 2018, adquiriu 75% da Fenix International dos fundadores britânicos Tim Stokely e seu pai, Guy Stokely. Sob seu comando, a plataforma se tornou um fenômeno global, especialmente durante a pandemia de Covid-19. O OnlyFans passou de uma plataforma que inicialmente evitava conteúdo explícito para um fenômeno adulto com mais de 300 milhões de usuários e mais de US$ 1 bilhão em receita anual.

A receita líquida do OnlyFans atingiu US$ 1,3 bilhão em 2023, com crescimento de 19% ao ano. Naquele ano, Leo recebeu US$ 472 milhões em dividendos da plataforma. Em 2024, recebeu mais US$ 701 milhões. Sua fortuna estimada era de US$ 4,7 bilhões, segundo a Forbes.

Além de empresário, Leo também era filantropo. Em 2022, doou US$ 5 milhões para ajuda humanitária à Ucrânia, além de contribuições para pesquisa em oncologia e bem-estar animal. Em 2024, ele e a esposa apoiaram publicamente um programa de US$ 23 milhões para pesquisa do câncer.

O post Dono do OnlyFans que morreu aos 43 anos planejava vender plataforma apareceu primeiro em Startups.