
Elon Musk chegou a um acordo para encerrar o processo de US$ 128 milhões movido por quatro ex-executivos do Twitter (hoje X) demitidos logo após a aquisição da empresa em 2022.
Segundo informações da TechCrunch, a disputa judicial envolvia o ex-CEO, Parag Agrawal, o ex-diretor financeiro, Ned Segal, e os advogados Sean Edgett e Vijaya Gadde, todos dispensados imediatamente após a conclusão da compra da rede social por US$ 44 bilhões.
Os ex-dirigentes alegavam nunca ter recebido as indenizações devidas, acusando Musk de represália por terem tentado obrigá-lo a cumprir o contrato de compra, quando o bilionário ameaçou desistir da operação. O processo citava inclusive o livro biográfico Elon Musk, de Walter Isaacson, que reproduz declarações em que o empresário teria dito que “caçaria cada um deles até o fim da vida”.
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O tribunal confirmou que as partes chegaram a um acordo, mas os termos financeiros e eventuais condições adicionais não foram revelados.
Musk e seus ex-funcionários
O litígio se soma a uma série de outras ações movidas por ex-funcionários desde a reestruturação do Twitter sob o comando de Musk. Em setembro, ele também resolveu um processo coletivo que envolvia cerca de 6 mil ex-colaboradores que alegavam ter recebido valores parciais, ou nenhum pagamento, referentes a pacotes de demissão.
Desde que assumiu a plataforma, Musk vem promovendo cortes de custos drásticos, reduzindo mais de 70% da força de trabalho e alterando as diretrizes de moderação de conteúdo e verificação de contas. A empresa foi rebatizada como X em 2023, em linha com o plano do empresário de transformá-la em um “superaplicativo” que combine redes sociais, pagamentos e outros serviços digitais.
A disputa judicial com os ex-executivos é um dos capítulos mais emblemáticos do conturbado processo de aquisição do Twitter, que teve início em abril de 2022, quando Musk anunciou a intenção de comprar a companhia, recuou meses depois e, sob pressão judicial, concluiu o negócio em outubro daquele ano.
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