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Imagem representando a integração de inteligência artificial com o mundo. Uma pessoa segura uma representação digital do globo terrestre em uma mão e, na outra, um cérebro estilizado com o símbolo 'AI' no centro, simbolizando tecnologia avançada e conexão globalHomem em traje formal segurando uma representação digital do globo terrestre em uma mão e um símbolo de cérebro com um chip de inteligência artificial (AI) na outra. A imagem destaca a integração entre tecnologia avançada e gestão global, com circuitos e luzes azuis que simbolizam inovação, conectividade e o impacto da inteligência artificial no mundo (IA, Inteligência Artificial, IA, gigantes, generativa, regulação, empresa, startups, gestão, OpenAI Anthropic, código aberto, setor financeiro, open, valor, estudo, ia generativa, ceos, Accenture, bancos, brasil, aplicações, alucina)

Os CEOs brasileiros estão preocupados com as tensões comerciais (como tarifas e exportações) e com os riscos na implementação da inteligência artificial, e colocam esses dois fatores como os maiores desafios para os próximos 12 meses. É o que dizem 44% desses executivos (para ambos os itens) na última versão da CEO Outlook Pulse da EY.

Em seguida aparecem limitações na capacidade de inovação e infraestrutura (40%) e incertezas macroeconômicas e de mercado, como disponibilidade de crédito, taxas de juros e inflação (36%). Para 46% dos CEOs, as incertezas políticas e econômicas devem durar entre seis meses e um ano, e para 26% entre um e três anos.

Foram ouvidos 50 CEOs de empresas de diferentes setores no Brasil, como infraestrutura, bens de consumo, saúde, energia, tecnologia e serviços financeiros, todas com faturamento anual mínimo de US$ 250 milhões.

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Leandro Berbert, sócio de estratégia e transações da EY-Parthenon, explica que essa edição do estudo descobriu que tecnologia e dados são a área em que os CEOs pretendem investir mais tanto por localização como por regionalização. A primeira tendência diz respeito às táticas para produção de bens no país onde serão vendidos, e a segunda de cadeias de suprimentos regionais. A maioria (94%) dos entrevistados disse que criou um plano ou concluíram ações de localização e regionalização em suas empresas.

O nível de inovação, a qualidade da infraestrutura e as condições de mercado, e regulamentações relacionadas à sustentabilidade e aos critérios ESG são os fatores mais considerados como facilitadores dos planos de localização/regionalização com, respectivamente, 58%, 58% e 50% das respostas. “Os executivos têm se mostrado mais otimistas sobre como os alguns temas podem facilitar os negócios ou então ter um impacto negativo mais controlado ou mitigado”, diz Berbert.

Em relação ao portfólio, 58% esperam aumentar o investimento em transformação de portfólio nos próximos 12 meses, e 36% manter um nível de transformação consistente com os últimos anos. As principais formas de conseguir incluem aumento da receita ou melhoria das margens (60%), captação de novo capital por meio de emissão de dívida ou empréstimos bancários (19%), captação de capital de acionistas existentes ou novos (17%) e, por fim, venda de ativos não essenciais (4%).

M&As

Entre os CEOs brasileiros entrevistados, 100% esperam realizar algum tipo de transação nos próximos 12 meses, incluindo joint ventures, fusões e aquisições (M&A) ou desinvestimentos. A maioria (80%) sinalizou as JVs e alianças estratégicas como principal transação, enquanto 60% os M&As e apenas 26% IPOs, desinvestimentos ou spin-offs.

Segundo Berbert, os CEOs brasileiros estão “cada vez mais inclinados a joint ventures e alianças estratégicas para alcançar o crescimento, evitando o desgaste financeiro e operacional que geralmente acompanha as fusões e aquisições tradicionais”.

Além do Brasil, os EUA e o Canadá aparecem como principais alternativas para recebimento de investimento.

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