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A imagem representa o conceito de inteligência artificial e assistentes virtuais. Um homem, vestido com uma camisa azul, segura um smartphone enquanto projeções holográficas aparecem sobre sua mão. Os ícones incluem um robô de IA, gráficos de desempenho, um chip eletrônico e uma barra de pesquisa com "Command Prompt:". A cena é iluminada com tons de azul, reforçando a ideia de tecnologia avançada, automação e interação com agentes de IA (agentes de IA, Qlik, IEEE, moltbook)

A adoção da inteligência artificial corporativa segue em estágio inicial, mas cresce rapidamente, com 26% das organizações tendo 11 ou mais projetos. Metade (50%) estão em fase de prova de conceito (PoC) ou piloto. Os dados fazem parte de um estudo divulgado recentemente pela Dynatrace, o The Pulse of Agentic AI 2026, que ouviu 919 líderes seniores de todo o mundo responsáveis pela implementação da IA agêntica, parte deles na América Latina.

Apesar do começo forte, as empresas ainda hesitam para colocar projetos em produção não porque duvidam da IA, mas porque ainda não conseguem governar, validar ou dimensionar com segurança os sistemas. Existe uma busca por plataformas confiáveis, seguras e com eficácia comprovada, dizem os autores.

As duas principais barreiras para levar a IA agêntica à produção neste momento são as preocupações com segurança, privacidade ou conformidade (52%) e os desafios técnicos para gerenciar e monitorar agentes em escala (51%), seguidos pela escassez de pessoal qualificado ou treinamento (44%).

Além disso, 74% esperam que os orçamentos aumentem no próximo ano. Essas descobertas, indica o relatório, apontam para um ponto de inflexão estrutural.

“As organizações não estão desacelerando a adoção porque questionam o valor da IA, mas porque a escalabilidade segura dos sistemas autônomos requer confiança de que esses sistemas se comportarão de maneira confiável e conforme o esperado em condições reais”, explica em comunicado Alois Reitbauer, estrategista-chefe de tecnologia da Dynatrace. “Embora a supervisão humana continue sendo essencial hoje, as organizações estão cada vez mais se preparando para uma tomada de decisão mais autônoma e orientada pela IA. O foco agora está em construir a confiança e a confiabilidade operacional necessárias…”.

Leia também: Metade dos líderes de TI adota recursos de IA ‘alternativos’ aos dos ERPs

Os agentes de IA são mais comumente implementados em operações de TI e DevOps (72%), seguidos por engenharia de software (56%) e suporte ao cliente (51%). Entre os entrevistados, melhorar a tomada de decisões com insights em tempo real é a principal prioridade (51%) ao implementar IA agêntica, seguida pela melhoria do desempenho e da confiabilidade de sistemas (50%) e pela melhoria da eficiência interna para reduzir custos operacionais (50%).

Quase metade (48%) dos líderes pesquisados prevê aumentos orçamentários de pelo menos US$ 2 milhões.

Confiar desconfiando

Segundo as organizações ouvidas pelo estudo da Dynatrace, a orientação humana continua sendo parte importante da estratégia de IA agêntica, mesmo com a meta de maior autonomia. Os líderes esperam colaboração 50/50 entre humanos e IA para aplicações de TI e suporte rotineiro ao cliente, e 60/40 entre humanos e IA para aplicações de negócios.

Embora mais da metade (64%) das organizações utilize uma combinação de agentes autônomos e supervisionados por humanos, 69% das decisões baseadas em IA agêntica ainda são verificadas por humanos. E 87% das organizações estão desenvolvendo ou implementando agentes que requerem supervisão humana.

Apenas 13% das organizações utilizam agentes totalmente autônomos, e apenas 23% dependem exclusivamente de agentes supervisionados por humanos.

O relatório completo pode ser encontrado (mediante cadastro, em inglês) nesse link.

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