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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), vinculada ao Ministério das Comunicações, anunciou recentemente que deslocou equipes de fiscalização e equipamentos para as cidades atingidas pelas chuvas em Minas Gerais. O objetivo foi poiar o trabalho dos bombeiros e da Defesa Civil para encontrar vítimas da tragédia.

Segundo a agência, foram usados analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade. Esses equipamentos costumam servir para identificar interferências em redes de telecomunicações, mas em situações de emergência podem ser reconfigurados para detectar os aparelhos celulares das vítimas soterradas.

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O método foi usado pela agência em 2023, durante os deslizamentos no litoral norte de São Paulo. Segundo a superintendente de fiscalização da Anatel, Gisiléa Teles, esse tipo de trabalho coloca o órgão em “função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública”, diferente do trabalho cotidiano de fiscalização.

A Anatel diz que até sexta-feira (27) foi possível encontrar quatro corpos com o método, além de outros três sinais distintos em zona de desastre. Ainda não há atualização de quantos corpos no total foram encontrados com ajuda das equipes da agência.

Até essa segunda-feira (2), ainda havia buscas em cursos na cidade de Ubá, enquanto em Juiz de Fora o trabalho já havia sido encerrado. O número de mortes causadas por deslizamentos e enchentes desencadeados pelas chuvas na zona da mata, como é conhecida essa região de Minas Gerais, chegou a 72, segundo a Polícia Civil – sete em Ubá e 65 de Juiz de Fora.

Além do trabalho de resgate, o Ministério das Comunicações diz que agiu para que os serviços de telecomunicações continuassem em funcionamento na região, facilitando o trabalho de resgate e a comunicação das famílias atingidas.

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