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Hurb,

João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, foi detido pela Polícia Militar do Ceará na noite de segunda-feira, 5 de janeiro. A prisão ocorreu no Aeroporto Regional de Jericoacoara, em Cruz, enquanto o empresário tentava embarcar em um voo com destino a Guarulhos, SP. A equipe da companhia aérea suspeitou dos documentos apresentados no balcão e acionou as autoridades locais para a abordagem.

Durante a verificação, os policiais constataram que Mendes utilizava uma tornozeleira eletrônica descarregada, o que configura o descumprimento de medidas impostas pela Justiça após sua soltura em 2025. O executivo já havia cumprido 88 dias de prisão preventiva no Rio de Janeiro por envolvimento em um caso de furto qualificado de obras de arte. Após a nova autuação em flagrante pelo uso de documentos falsos, ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Acaraú.

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A situação jurídica de Mendes ocorre em meio ao colapso operacional da Hurb, anteriormente denominada Hotel Urbano. Em abril de 2025, o Ministério do Turismo cancelou o registro da empresa no cadastro de prestadores de serviços turísticos (Cadastur) devido à incapacidade financeira da plataforma em honrar pacotes vendidos. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) concluiu que a companhia não apresenta viabilidade técnica para seguir operando no setor.

Atualmente, a empresa está proibida de comercializar pacotes com datas flexíveis e pode ser penalizada com multa diária de R$ 80 mil caso ignore a determinação. Em junho de 2024, o Judiciário fluminense encerrou mais de 400 processos contra a operadora diante da impossibilidade de executar condenações que somavam quase R$ 4 milhões. Para líderes de tecnologia, o caso reforça a necessidade de transparência e governança rigorosa em modelos de negócio baseados em plataformas digitais.

Com informações da CNBC

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