
A Falaê, startup que transforma feedbacks de consumidores em dados estratégicos para o setor de food service, anunciou sua primeira rodada de investimento. A plataforma levantou R$ 1,5 milhão com o fundo Investidores.vc, com a meta de se tornar a principal referência em dados e experiência do cliente para restaurantes no Brasil.
Fundada em dezembro de 2021 por Bernardo Netto, a empresa nasceu de uma dor que ele conhecia de perto. Filho de donos de restaurante, identificou logo cedo a necessidade de monitorar feedbacks e analisar o comportamento do consumidor de forma sistemática. “O setor de food service não costuma usar dados e, em geral, não conhece o cliente, nem utiliza tecnologia na tomada de decisão”, diz Bernardo, ao Startups.
É nesse contexto que surge a Falaê, como uma camada de captura e organização de dados ao longo da jornada do consumidor. A plataforma coleta avaliações em tempo real e transforma essas interações em indicadores operacionais, como recorrência, ticket médio e satisfação. A proposta é ir além de ferramentas tradicionais de review, estruturando esses dados para apoiar decisões do dia a dia dos restaurantes.
Em quatro anos de operação totalmente bootstrap, a startup chegou a 2 mil restaurantes ativos na base. A plataforma está presente em todos os estados do Brasil, com atuação principalmente no Sudeste e Nordeste, e soma mais de 3 milhões de feedbacks coletados.
Atraindo investidores
Segundo Bernardo, a relação com o Investidores.vc começou antes da captação, quando a Falaê participou de uma imersão para fundadores promovida pelo fundo. Na época, a startup ainda enfrentava desafios internos e não tinha clareza sobre o momento certo para levantar capital. “A imersão foi fundamental para tomar a decisão no momento certo, discutir os temas e as janelas de oportunidade que o negócio teria”, conta o empreendedor.
Segundo Amure Pinho, fundador do Investidores.vc, o que chamou atenção foi o processo de amadurecimento da startup ao longo do tempo. Durante o acompanhamento, a empresa testou diferentes perfis de clientes – de restaurantes independentes a redes com múltiplas unidades – até entender onde o produto gerava mais valor. “Eles foram validando, ampliando e mostrando que estavam encontrando o ICP certo e a dor certa”, diz.
Para o executivo, o impacto da solução tende a ser mais evidente em operações maiores, onde o volume de dados permite identificar padrões de comportamento e consumo. “Quando você faz isso com uma rede, o efeito é transformador. Você consegue ver padrões, arquétipos de clientes, e adaptar a essência do seu produto a isso”, explica Amure.
Próximos passos
Com os recursos da rodada, a Falaê planeja reforçar canais de parcerias – hoje responsáveis por 25% a 30% das vendas -, além de aumentar o time e marcar presença em eventos do setor. “É um mercado que funciona muito no offline. Estar fisicamente presente com a marca transmite a essência da empresa para o dono de restaurante”, afirma Bernardo.
A empresa também pretende evoluir o produto a partir da base de dados já construída. Hoje posicionada como uma camada de inteligência sobre o comportamento do consumidor, a plataforma busca avançar para recomendações mais acionáveis. “O próximo passo é incorporar inteligência artificial. Queremos trazer, em tempo real, planos de ação para o dono de restaurante e também para entendimento de mercado”, explica Bernardo.
A meta é chegar a 5 mil restaurantes ativos e superar 2 milhões de novos feedbacks coletados até o final de 2027. No longo prazo, o objetivo é consolidar o Falaê como um dos principais provedores de experiência do consumidor e inteligência de mercado para o food service, com parcerias estratégicas com grandes redes, grupos e indústrias do setor.
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