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Pessoa segurando um smartphone exibindo a tela com o logo da plataforma PIX, enquanto o fundo mostra linhas de código em cores coloridas, destacando o tema de tecnologia e pagamentos digitais no Brasil

Após a instabilidade que afetou o Pix na tarde de segunda-feira (12), o Banco Central emitiu uma nota informando que o incidente foi causado por um problema interno no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), mas já opera normalmente. “As equipes técnicas atuaram na identificação e resolução da causa, e o Pix já está operando normalmente”, informou a autoridade monetária.

O sistema funciona como um cadastro central das chaves Pix, onde se encontram as informações que ligam uma chave à conta bancária de destino.

Na prática, quando alguém faz um Pix, o sistema primeiro consulta o DICT e só depois o SPI, sistema responsável por liquidar a transação, consegue validar a origem e o destino do pagamento e concluir a operação. Além de contar com centenas de milhões de registros, o sistema é consultado em tempo real por todas as instituições participantes do programa.

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De acordo com Rodrigo Gava, CTOco-CEO da Vultus, diferente da última vez, quando turbulências foram causadas por um ataque ao sistema, os problemas desta semana ocorreram por uma falha do próprio Banco Central. 

“É importante separar esse episódio de instabilidade de outros incidentes ocorridos no passado. No caso do episódio do ano passado, o que houve foi o comprometimento de instituições ou provedores participantes do ecossistema, que acabaram enviando mensagens válidas e assinadas para o SPI, como se fossem legítimas. Ou seja, tratou-se de uma falha nos controles dessas instituições, e não de um problema estrutural do Pix.”

Relembrando o ocorrido

O sistema do Pix ficou instável na segunda-feira (12), afetando usuários de diferentes instituições financeiras. De acordo com dados do DownDetector, mais de 6 mil reclamações haviam sido registradas por volta das 14h40 e só começaram a diminuir a partir das 16h.

O levantamento mostrou ainda um aumento simultâneo de queixas envolvendo ao menos cinco instituições financeiras ao mesmo tempo em que relatos de falhas se multiplicaram nas redes sociais, de usuários com dificuldades para realizar transferências e pagamentos em tempo real.

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