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Imagem conceitual de inteligência artificial. Um robô humanoide branco com um design futurista estende a sua mão, tocando a ponta do dedo de um humano vestido com uma camisa vermelha. O toque entre os dedos gera um brilho de luz, simbolizando a conexão entre humanos e a IA. O fundo é escuro, com padrões geométricos e circuitos digitais brilhantes, reforçando a ideia de tecnologia e inovação (estudo, pesquisador, times)

Enquanto o mercado de tecnologia ainda debate a capacidade de processamento e os novos modelos de linguagem, a próxima fronteira da inovação corporativa não será técnica, mas comportamental. Para Taylor Blake, vice-presidente sênior de novas iniciativas da Degreed, o ano de 2026 marcará uma mudança de paradigma na qual a preparação humana, e não a sofisticação do software, definirá o sucesso das estratégias de inteligência artificial (IA).

A análise aponta que, ao longo de 2025, a tecnologia deu um salto da simples geração de conteúdo para funções de aprendizado interativo e provou ser capaz de treinar e orientar profissionais em tempo real. No entanto, criou-se um abismo entre o potencial das ferramentas e a realidade das companhias. Segundo o executivo, a tecnologia deixou de ser o fator limitante. As novas barreiras são a governança, os processos internos e, principalmente, a capacidade das pessoas para absorver mudanças, manter a atenção e gerenciar a energia em um ambiente de transformação contínua.

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Para o próximo ciclo, a previsão é que a IA expanda sua atuação do suporte individual para a dinâmica de grupos e atue como facilitadora em reuniões e projetos colaborativos. Outra tendência forte é a onipresença da conversão de modalidades, quando transformar texto em vídeo ou sessões de coaching em currículos se tornará um processo trivial e instantâneo. A inovação, portanto, deixará de ser sobre a criação do conteúdo para focar no resultado prático e na mudança de comportamento dos colaboradores.

Nesse cenário, o diferencial competitivo deixará de ser o acesso aos dados ou aos melhores modelos para se concentrar na construção de uma cultura de confiança e curiosidade. As organizações que liderarem o mercado serão aquelas capazes de investir na preparação psicológica e na motivação de suas equipes, entendendo que o gargalo para a evolução digital reside agora nas pessoas e em sua capacidade de adaptação

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