
*Por Rodrigo Tognini, CEO e cofundador da Conta Simples
Enquanto as empresas que vão liderar o futuro estão integrando IA nos processos, o seu time financeiro ainda perde em média 21 horas por semana organizando despesas que já aconteceram, segundo dados do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, da Conta Simples. A conta não fecha mais. O banco tradicional que entrega um extrato enorme e deixa o trabalho operacional para a sua equipe tem grande parte da culpa. Porém, continuar aceitando essa ineficiência é uma escolha sua.
A tecnologia para resolver esse problema já está dentro das empresas. Ainda segundo o Panorama, 49% dos negócios brasileiros já usam inteligência artificial em alguma área no dia a dia. O problema é que apenas 13% conseguem aplicá-la no financeiro.
Fica difícil confiar na IA para cuidar do caixa quando ela não entende as políticas e os limites da sua operação. Ferramenta não falta no mercado. O que falta é tratar a tecnologia como parte da operação e não como um acessório. Os grandes bancos passaram a última década construindo sistemas que informam. Saldo, extrato, fatura. O trabalho de conferir, cobrar e fechar o mês ficou com o seu time. Praticamente de graça para eles e caro demais para você.
Nós testamos essa tese dentro de casa. No início do ano, a meta era implementar 100 agentes de IA em nossa operação interna. Fechamos o semestre com 170 rodando todos os dias. A regra do mercado hoje é muito clara. Você precisa adaptar sua empresa para rodar com inteligência artificial ou vai ficar pelo caminho.
A partir dessa iniciativa direcionamos 10% de todo o investimento anual da fintech para construir uma infraestrutura autônoma para os nossos clientes. O primeiro avanço prático dessa visão já está no ar: um agente que confere despesas em tempo real.
A cada transação o Agente de Conferência analisa comprovante, centro de custo e categoria, vincula a nota e avisa o responsável no momento em que algo diverge. O problema aparece na hora e não na virada do mês.
O impacto dessa automação no dia a dia já é expressivo. Nessa etapa, ao eliminar o trabalho operacional, o financeiro deixa de gastar cerca de 120 horas por mês dedicadas ao processo completo de conciliação. Aqui não estamos falando sobre substituir profissionais. O objetivo é devolver o tempo gasto no tático para que os analistas consigam olhar para a estratégia. Ninguém consegue projetar o crescimento de um negócio se passa a semana inteira cobrando notas fiscais de colaboradores.
O mercado financeiro construiu sistemas focados apenas em informar e parou no tempo. Nós estamos construindo o futuro. O cartão corporativo foi apenas o começo da nossa história. O financeiro autônomo já está trabalhando lado a lado com as equipes. A escolha que fica para a sua empresa é simples. Adaptar a sua realidade ou ficar para trás.
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