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Fabrício Lira, diretor de IA e Dados da IBM Brasil

A inteligência artificial (IA) é a nova aposta da escuderia italiana Ferrari para se aproximar dos fãs de Fórmula 1. A companhia tem trabalhado em colaboração com a IBM para ampliar a adoção de IA dentro de seu ecossistema, alavancando sua riqueza de dados para explorar novos caminhos de engajamento com o público.

No centro da parceria está uma nova versão do aplicativo oficial da Ferrari. A plataforma passou a utilizar o grande volume de dados históricos da empresa, como a telemetria das corridas e informações de desempenho, para criar novas formas de manter os torcedores próximos da marca ao longo de toda a temporada.

Segundo Fabrício Lira, diretor de IA e Dados da IBM Brasil, o projeto envolveu a combinação entre dados técnicos da Ferrari e informações comportamentais coletadas no uso do aplicativo. A solução empregada foi o Watsonx. “O aplicativo combina uma quantidade de dados muito grande: dados históricos da Ferrari, dados de telemetria, performance, métricas de engenharia, dados de interação e dados em tempo real das corridas”, explicou.

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A partir desse conjunto, foi possível incluir no app informações como comparações, análises e conteúdos que se ajustam ao perfil de diferentes públicos. A lógica foi transformar estatísticas e dados técnicos – antes restritos às equipes – em conteúdo acessível para quem acompanha a Fórmula 1.

Desde o lançamento do projeto, a escuderia registrou um aumento de downloads de 41%, além de 22% de crescimento no engajamento diário do público.
“A escuderia tinha torcedores de fim de semana; agora são torcedores do ano inteiro”, afirmou Lira. Há também a expectativa de geração de novas receitas diretas e indiretas por meio do aplicativo.

Além da frente de engajamento com fãs, Ferrari e IBM também têm colaborado na área de consultoria tecnológica. Soluções de IA da Big Blue têm apoiado decisões técnicas das equipes da escuderia.

Para Lira, o avanço atual está relacionado à capacidade de combinar modelos distintos de IA, ajustados à necessidade de desempenho e ao tipo de situação. “Não é sobre qual modelo eu vou usar, e sim qual a combinação de modelos que quero fazer”, disse.

IA entra nos esportes

O projeto da IBM em parceria com a Ferrari faz parte da estratégia de aproximação da companhia com o segmento esportivo e de entretenimento, que tem grande potencial de aplicação da IA – em especial para a hiperpersonalização da experiência. Além da Ferrari, a empresa atua em projetos com marcas como Wimbledon, US Open e UFC.

Realizado neste ano, um estudo da companhia com mais de 20 mil fãs de esportes de 12 países, incluindo o Brasil, mostrou o entusiasmo do público com o potencial da IA para o segmento.

De acordo com o levantamento, 70% dos respondentes afirmaram que a tecnologia vai gerar mais valor para as experiências esportivas, enquanto 59% disseram desejar que a IA seja empregada para análises e comentários baseados em eventos esportivos. “Os fãs estão demandando isso cada vez mais”, pontuou.

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