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A partir de 2026, o estado de Minas Gerais terá seu primeiro parque de data centers. O projeto é uma iniciativa da Supernova com a Mapa de Investimentos. Juntas, as empresas já desenvolveram mais de R$ 2 bilhões em operações imobiliárias e agora planejam começar as obras na em Leopoldina no segundo semestre deste ano. Com o auxílio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de sua agência vinculada, Invest Minas, a empreitada já atraiu R$ 300 milhões em investimento privado. A expectativa do governo é de gerar cerca de 1,1 mil empregos diretos. O parque receberá até três data centers de grandes players do mercado de hiperescala. Espera-se que o primeiro edifício, com capacidade de TI de 60 MW, comece a operar em 2026. As outras instalações deverão contar com capacidade semelhante, totalizando aproximadamente 200 MW. Neste momento, as empresas estão em fase de conversa com interessados em desenvolver seus projetos no local. BNDES, Scala, Rj, data center, google; nova regra de data center em Londres.

O financiamento mais limitado na América Latina para operadores de data centers tem freado o crescimento desse mercado na região, apesar da forte demanda e do esforço de governos para atrair essas empresas. Segundo relatório da Moody’s enviado esta semana ao IT Forum, no entanto, as “estruturas financeiras” estão evoluindo para financiar a expansão da capacidade devido à grande demanda por serviços de nuvem e cargas de trabalho de IA.

A agência de classificação de riscos diz que a região está se preparando para uma fase de crescimento dos data centers, mas o acesso ao financiamento e a regulamentação desfavorável ainda são obstáculos. Como data centers são infraestruturas gigantes, precisam de muito investimento, de várias fontes distintas.

Apesar disso, a capacidade instalada na América Latina atingiu cerca de 1,4 gigawatt (GW) até o fim de 2025. Cerca de 1 GW de capacidade adicional está em construção, principalmente para o mercado de colocation. A maior parte dos desenvolvedores buscou internacionais, não capital de risco.

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Segundo a agência, operadores de data centers da América Latina usam mais dívida durante os estágios iniciais de desenvolvimento dos projetos, e não capital próprio, caminho mais comum em outras regiões. Isso só muda quando são obtidos contratos de arrendamento de longo prazo com um locatário de hiperescala (o que traz previsibilidade de receita), além de acesso a fontes de energia adequadas e demonstração de capacidade operacional,

Sustentabilidade

A Moody’s diz ainda que indicadores de sustentabilidade e de responsabilidade social são importantes na América Latina para obtenção de recursos. E que os operadores enfrentam escrutínio crescente na região sobre consumo de energia e água e intensidade de emissões de carbono.

Segundo a agência, KPIs de sustentabilidade podem ampliar o universo de investidores de um projeto e oferecer suporte a preços mais competitivos, mas também introduzem riscos de desempenho.

A empresa também elenca como riscos a concentração de capacidade na mão de poucos players, especialmente hyperscalers globais, o que amplia o risco de contratos não serem renovados. A complexidade da construção e a dificuldade de organizar o fornecimento de energia e água também são apontados como riscos de aumento de despesas.

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