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Os fundadores da Trace Finance: Leone Parise (CTO), Bernardo Brites (CEO), Rafael Luz (COO) | Foto: Divulgação
Os fundadores da Trace Finance: Leone Parise (CTO), Bernardo Brites (CEO), Rafael Luz (COO) | Foto: Divulgação

A fintech Trace Finance, de infraestrutura de pagamentos cross border, anunciou a captação de uma rodada Série A de US$ 32 milhões. O aporte foi liderado pela CoinFund e contou com a participação de investidores como Coinbase Ventures, Haun Ventures, Valor Capital, Jump Capital, Paxos e HOF Capital.

Além desses fundos, a rodada contou com investidores estratégicos, como a empresa de infraestrutura de blockchain Chainlink Labs e o fundo de venture capital especializado em cripto SNZ Capital. Também entraram no aporte executivos e fundadores desse segmento, como Sean Neville, cofundador da Circle; Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana Labs; Bam Azizi, cofundador e CEO da Mesh; e Ricardo Villela Marino, sócio e chairman do Itaú Unibanco.

Sediada nos Estados Unidos, mas fundada por brasileiros, a empresa atua como infraestrutura para banking e pagamentos internacionais, conectando o mercado americano à América Latina e a outros mercados emergentes.

Segundo a empresa, o capital levantado será usado para expandir a capacidade de transações, aprofundar produtos em câmbio, conectividade bancária, compliance e liquidação internacional, além de ampliar a atuação regulada nos EUA, Brasil, América Latina, Ásia-Pacífico e outras jurisdições prioritárias.

A Trace se posiciona como a camada regulada que viabiliza as operações de grandes plataformas tecnológicas, exchanges, bancos internacionais e empresas de pagamento em mercados complexos.

A fintech foi fundada em 2020 por Bernardo Brites (CEO), Leone Parise (CTO) e Rafael Luz (COO). Em 2022, a startup havia levantado um Seed de R$ 22 milhões, liderado pela HOF Capital, com a participação da Circle Ventures, do Mantis Ventures, e da 2TM, controladora do Mercado Bitcoin. Entraram ainda fundadores como Andres Bilbao, da Rappi, Paulo Silveira, da Alura e Lincoln Ando, da idwall.

“O mercado de pagamentos internacionais se transformou profundamente nos últimos anos. Além dos avanços tecnológicos, os fluxos estão se tornando cada vez mais complexos, exigindo dos operadores profundo conhecimento regulatório e atuação através de estruturas reguladas locais”, afirma Bernardo Brites, cofundador e CEO da Trace Finance, por meio de nota. “Esta rodada nos permite aprofundar a infraestrutura de pagamentos, compliance e liquidação que as maiores empresas de tecnologia, exchanges, bancos internacionais e companhias de pagamento utilizam para conectar a liquidação digital a sistemas financeiros locais confiáveis.”

A América Latina funcionou como campo de provas para essa tese. A região é historicamente marcada por taxas elevadas, fricção operacional e infraestrutura de pagamentos fragmentada. A Trace respondeu a isso constituindo uma instituição financeira regulada nos EUA para operar como o “braço internacional” dessas transações.

“A próxima fase da movimentação global de dinheiro será vencida por empresas capazes de conectar a liquidação em tempo real nos EUA a sistemas financeiros locais confiáveis”, afirma Einar Braathen, sócio da CoinFund. “A América Latina é um dos maiores e mais complexos
ambientes de pagamentos do mundo em termos operacionais, e a Trace construiu a infraestrutura que as maiores empresas de tecnologia e pagamentos do mundo estão usando para escalar, economizando tempo e custos em relação às alternativas.”

O post Fintech de brasileiros nos EUA levanta Série A de US$ 32M apareceu primeiro em Startups.