
O ano de 2025 trouxe obstáculos para aqueles que trabalham com diversidade e inclusão. Desde a reeleição do presidente Donald Trump, no Estados Unidos, as chamadas políticas DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) tem sofrido cortes significativos dentro das empresas, quando não extintas por completo.
O movimento é uma onda contrária ao que aconteceu em 2020, após o assassinato de George Floyd nos EUA pela polícia americana, quando ações de inclusão se espalharam pelo mundo corporativo do país e, em seguida, pelo mundo.
Apenas este ano, organizações como Google, Amazon, Meta, JPMorgan Chase, Microsoft e Intel já removeram ou reduziram seus programas internos. Para Iana Chain, CEO da PrograMaria, empresa social que auxilia na formação e inclusão de mulheres na tecnologia, 2025 tem sido o ano de “separar o joio do trigo”, entendendo quais companhias realmente estão comprometidas com a diversidade e a inclusão.
“É um momento bem desafiador. Ouvimos de muitas empresas que a pauta não é mais prioridade. Mas ao mesmo tempo entendemos quem, de fato, tem essas ações como um valor e está comprometido”, ressalta.
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Ainda assim, Iana reforça que este tipo de desafio apenas a importância do trabalho com a PrograMaria, que este ano completa 10 anos. A comemoração, realizada no último sábado (18) durante o PrograMaria Summit, reuniu mais de três mil pessoas, com programação presencial e online.
Criado com diversas trilhas de aprendizagem, o evento debateu os impactos sociais e ambientais da tecnologia, o futuro do trabalho e os vieses presentes no digital. Além de palestras sobre gestão de carreira, pertencimento e independência financeira. “Começamos o dia com a Natália Souza, do (podcast) Para Dar Nome as Coisas, porque sabemos que toda mulher passa por uma etapa importante de autoconhecimento e queremos dar todas as ferramentas pra elas voarem.”
O evento contou ainda com a participação de Luiza Lucchesi, coordenadora de inclusão produtiva no Ministério das Mulheres, com quem a PrograMaria acaba de lançar uma parceria. Em sua fala na abertura do Summit, a CEO da empresa trouxe a importância da participação do governo para uma mudança social efetiva e falou sobre o dever daqueles que estão no poder diante de pautas como inclusão.
“As organizações são formadas por pessoas e a gente continua com pessoas comprometidas. Mas precisamos que esse compromisso venha de quem toma a decisão. Não precisa esperar o futuro para fazer ele acontecer.”
Mesmo celebrando um marco tão importante, Iana afirma que a comemoração só lembra que ainda há muito a se fazer e os próximos passos serão com um olhar para públicos mais específicos, como meninas de escola pública, mães e pessoas trans. “Ainda existe mais demanda do que conseguimos atender, e acho que isso é um motivo de grande inquietação. Porque os resultados que temos mostram que não é falta de interesse e sim de oportunidade.”
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