
Até 2030, a inteligência artificial estará em todos os trabalhos executados pelas áreas de tecnologia da informação nas organizações. É no que acreditam os próprios CIOs, que serão os responsáveis por orquestrar o trabalho executado por humanos e máquinas. Desse total, 75% serão executados por humanos auxiliados por IA, e os demais 25% apenas pelas IAs.
Os dados fazem parte de um relatório recente do Gartner. Foram ouvidos mais de 700 CIOs em julho de 2025. Segundo a consultoria norte-americana, as organizações vão precisar equilibrar a prontidão para a IA e a humana, de modo a obter valor com a tecnologia. Mas “poucas organizações estão fazendo isso”, diz a especialista.
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“O Gartner vem orientando CIOs e executivos de TI em suas jornadas de IA há muitos anos”, diz em comunicado Gabriela Vogel, vice-presidente analista do Gartner. “Este ano, estamos traçando o caminho certo a seguir para que eles possam apostar tudo no valor da IA.”
Rob O’Donohue, Vice-Presidente Analista do Gartner. “A prontidão para a IA significa que ela pode ajudar você a encontrar valor e atender efetivamente às necessidades de casos de uso específicos. A prontidão humana diz respeito a ter a força de trabalho e da organização certas para capturar e sustentar o valor da IA.”
Fim da neutralidade
O Gartner diz esperar que o impacto da IA nos empregos globais seja neutro até 2026. E que até 2028 a IA criará mais empregos do que destruirá. “Os CIOs devem começar a transformar suas forças de trabalho restringindo novas contratações (especialmente para funções que envolvem tarefas de baixa complexidade) e reposicionando talentos para novas áreas de negócios que geram receita”, prevê Vogel.
Segundo ela, restringir contratações ajudará a aumentar a produtividade e otimizar custos, mas para capturar novo valor é preciso mais. A força de trabalho precisará ser capaz de trabalhar com a IA de maneiras novas, e para isso as habilidades vão mudar.
“Essas habilidades de IA são fundamentalmente diferentes da maioria das habilidades. Enquanto as habilidades tradicionais visavam melhorar a execução de tarefas, as habilidades de IA visam tornar você melhor — um motivador melhor, um pensador melhor e um comunicador melhor”, explica O’Donohue.
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