
US$ 2,52 trilhões: o número impressionante, inferior ao PIB de apenas 10 países do mundo (e bem próximo do brasileiro), é o montante que será gasto no mercado global de inteligência artificial em 2026, um aumento de 44% em relação ao ano anterior. A estimativa do Gartner foi divulgada essa semana.
A maior parte desse valor (US$ 1,36 trilhão) será gasto em infraestrutura, ou seja, na construção de data centers e outras infraestruturas necessárias para rodar algoritmos. Segundo o Gartner, construção dessas “bases de inteligência artificial” levará a um aumento de 49% nos gastos com servidores otimizados para IA, ou 17% do total previsto para esse ano.
Em seguida aparecem os serviços de IA, com US$ 588 bilhões, e os softwares, com US$ 452 bilhões. Para 2027, a expectativa do Gartner também é elevada: esse mercado pode chegar a US$ 3,33 trilhões, ou quase o PIB da França em 2025, a sétima maior economia do mundo.
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No entanto, segundo os analistas do Gartner, a IA está entrando, ao longo desse ano, no chamado “vale da desilusão”, no qual o investimento feito em projetos esfria devido à falta de resultados de negócio apresentados.
“… ela [a IA] será mais frequentemente vendida às empresas por seus fornecedores de software atuais, em vez de comprada como parte de um novo projeto ambicioso”, explica John-David Lovelock, vice-presidente analista emérito do Gartner. “A melhoria da previsibilidade do ROI [retorno do investimento] deve ocorrer antes que a IA possa realmente escalada nos negócios.”
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