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O Google anunciou nesta segunda-feira (8) a ampliação do AI Mode, sua experiência de busca com inteligência artificial (IA), para cinco novos idiomas: português do Brasil, hindi, indonésio, japonês e coreano. Até então, o recurso estava restrito ao inglês, mesmo após ser liberado em 180 novos mercados no mês passado.

O AI Mode foi lançado inicialmente em março como um experimento para assinantes do plano Google One AI Premium. A solução é considerada a resposta do Google a plataformas como o Perplexity e o ChatGPT Search, da OpenAI.

A tecnologia utiliza uma versão personalizada do Gemini 2.5, com recursos multimodais e de raciocínio. O objetivo é permitir que usuários façam perguntas complexas em sua língua nativa e recebam respostas em formato mais conversacional e detalhado, enquanto exploram resultados da web.

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Em publicação no blog oficial, Hema Budaraju, vice-presidente de gestão de produto do Google Search, destacou que a expansão amplia a inclusão e facilita o acesso a buscas mais profundas em diferentes regiões do mundo.

Além da ampliação de idiomas, o Google vem testando funcionalidades chamadas de “agentic capabilities”, que permitem reservar mesas em restaurantes, com planos de incluir agendamento de serviços locais e compra de ingressos para eventos.

Essas funções, porém, estão restritas a assinantes do plano Google AI Ultra, nos Estados Unidos, oferecido por US$ 249,99 mensais. A versão experimental pode ser acessada via Google Labs.

Caminho para virar padrão

Atualmente, o AI Mode está disponível em uma aba específica nos resultados de busca e em um botão na barra de pesquisa. Contudo, declarações recentes de executivos sugerem que a empresa pretende tornar a experiência com IA o padrão em breve.

Segundo Logan Kilpatrick, gerente de produto do Google DeepMind, o recurso deverá substituir gradualmente a busca tradicional, embora ainda sem prazo oficial para a mudança.

Debate sobre impacto no tráfego da web

As novidades em busca alimentadas por IA, incluindo o AI Overview, vêm sendo alvo de críticas de editores e publishers digitais, que relatam queda no número de cliques. O Google, no entanto, nega que suas ferramentas estejam prejudicando o tráfego para sites e afirma continuar enviando “bilhões de acessos diariamente”.

Com a chegada de novos idiomas, a empresa reforça sua estratégia de consolidar a busca com IA como experiência central, ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre os impactos de longo prazo no ecossistema da web aberta.

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