
O Google for Startups Pop Up desembarcou em Porto Alegre nesta terça-feira (24) para a primeira edição de 2026 do programa itinerante que leva conteúdo técnico e de negócios para além do ecossistema paulista. Realizado às vésperas do South Summit, o evento reuniu startups gaúchas para um dia de mentorias 1:1 com engenheiros do Google, treinamentos em IA generativa e networking.
A iniciativa não é nova, mas ganhou formato regional em 2025. Originalmente, como residência de dez semanas em São Paulo, o Pop Up atendeu mais de mil startups em sua primeira fase. No ano passado, o programa percorreu Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Recife — alcançando, junto às demais iniciativas do Google for Startups, mais de 6 mil startups em um único ano. Para 2026, o calendário prevê mais três cidades além de Porto Alegre: Belo Horizonte, Florianópolis e Belém.
“O Google for Startups está mais forte do que nunca. A gente continua com várias iniciativas para o ecossistema, como o nosso programa de créditos, que oferece até US$ 250 mil em crédito para startups focadas em inteligência artificial. Os Pop Ups são mais um exemplo muito legal de iniciativa para fomentar esse ecossistema”, disse Giulianna Domingues, líder do Google for Startups no Brasil.
A cada edição, o evento é estrategicamente posicionado próximo a grandes encontros do ecossistema local. Em Porto Alegre, por exemplo, a data escolhida foi no dia anterior ao início do South Summit. Em BH, o evento vai ocorrer próximo ao Minas Summit; e em Florianópolis, ao Startup Summit. Para Belém, as datas ainda estão sendo definidas.
A programação foi desenhada para dar autonomia aos participantes, contando com seis trilhas simultâneas ao longo do dia. “As pessoas podem escolher sua própria aventura”, brincou Giulianna.
No palco principal, o destaque foi para a reprodução do keynote de Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, sobre as novas funcionalidades de IA do Gemini Enterprise. Em seguida, os participantes assistiram a uma sessão com Gustavo Brigatto, fundador do Startups, sobre os movimentos que estão moldando o futuro das startups no Brasil.
“Iniciativas como essas são importantes para mostrar a diversidade do ecossistema brasileiro. Tem muito fundador, muita empresa, que às vezes não tem as conexões ou o acesso necessário para escalar nacionalmente, para sair de uma perspectiva regional. Na hora que você democratiza esse acesso, levando conexão e conhecimento, você dá mais chances de esse fundador ou fundadora ter sucesso e prepara também a próxima geração de grandes nomes do empreendedorismo”, destacou Gustavo.
Também subiu ao palco Matheus Alagia, CTO e cofundador da Ubots — plataforma conversacional líder para instituições financeiras —, que compartilhou a jornada técnica de integração do Gemini ao dia a dia da empresa, incluindo desafios reais de latência, custos e experiência do usuário ao escalar comunicação com IA.
No palco lateral, a parceira Arki1 conduziu duas sessões: uma sobre engenharia de prompts eficazes para IA generativa e outra sobre Gemini Enterprise e NotebookLM aplicados ao ambiente corporativo.
Para quem prefere aprendizado mais prático, a área AI Boost Bites ofereceu pílulas de conhecimento de até dez minutos com especialistas do Google, focadas em aplicação imediata. Já a trilha Ask the Expert disponibilizou sessões 1:1 com engenheiros do Google Cloud ao longo de todo o dia, agendadas diretamente no balcão de credenciamento.
Nas demos, os participantes foram convidados a interagir com tecnologias como Nano Banana, Vertex AI e Veo 3.
A startup First Answer, plataforma brasileira especializada em monitoramento e otimização de marcas dentro das inteligências artificiais, está entre as empresas que receberam créditos do Google for Startups. Para Johanna Goulart, CEO da empresa, esta edição do Pop Up foi uma oportunidade de conhecer outros empreendedores, além de explorar as possibilidades trazidas pelo Google para o negócio.
“A nossa solução precisa de muitos créditos, e conseguimos aproveitar essa parceria com o Google para testar novas soluções, sem que isso represente um aumento de custo para a operação. Eu fiz as demonstrações do Veo 3 e Nano Banana. Como ainda não temos um time de marketing estruturado, usamos muito essas soluções para auxiliar nessa parte de criativos”, contou a fundadora.
Além do conteúdo técnico, o programa mantém foco em conexão, e trouxe um happy hour como encerramento do dia.
“Quando a gente planeja esse espaço, o que a gente espera é que ele seja um lugar de conexão, que os participantes conheçam pessoas do ecossistema local de inovação, que esses encontros talvez deem início à próxima ideia, que daqui saiam os próximos sócios”, concluiu a líder do Google for Startups no Brasil.
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