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A partir de 2026, o estado de Minas Gerais terá seu primeiro parque de data centers. O projeto é uma iniciativa da Supernova com a Mapa de Investimentos. Juntas, as empresas já desenvolveram mais de R$ 2 bilhões em operações imobiliárias e agora planejam começar as obras na em Leopoldina no segundo semestre deste ano. Com o auxílio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de sua agência vinculada, Invest Minas, a empreitada já atraiu R$ 300 milhões em investimento privado. A expectativa do governo é de gerar cerca de 1,1 mil empregos diretos. O parque receberá até três data centers de grandes players do mercado de hiperescala. Espera-se que o primeiro edifício, com capacidade de TI de 60 MW, comece a operar em 2026. As outras instalações deverão contar com capacidade semelhante, totalizando aproximadamente 200 MW. Neste momento, as empresas estão em fase de conversa com interessados em desenvolver seus projetos no local. BNDES, Scala, Rj, data center, google

Durante cerimônia de comemoração dos 20 anos do Google no Brasil, realizada no escritório da empresa em Belo Horizonte (MG) na quarta-feira (20), a empresa também celebrou a inauguração de uma expansão da sede na capital mineira. A estrutura aumentada começou a funcionar de fato na segunda-feira (25), e deve aumentar a capacidade do centro de engenharia da empresa.

A “Big Tech” chegou ao Brasil em 2005 e instalou na cidade seu primeiro centro de engenharia na América Latina, e a primeira sede fora dos Estados Unidos. Desde então tem ampliado investimentos no País, o que foi celebrado na ocasião pelo governo do Estado.

“Essa expansão do Google vem para somar e contribuir para que Minas se torne polo nacional na transformação digital e na atração de investimentos estratégicos”, disse a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa.

Segundo o próprio governo estadual, o objetivo é consolidar o setor no Estado e identificar oportunidades para atrair startups, empresas e novos modelos de negócio. Para isso, a Invest Minas – agência de fomento estadual – atua na atração desses players. Recentemente criou uma tese de investimentos para atrair data centers.

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Três desses centros de processamento foram confirmados pelo governo mineiro. O parque da Supernova e da Mapa, previsto para 2026, será o primeiro. Localizado em Leopoldina, na Zona da Mata, trará investimento privado de R$ 300 milhões e deve gerar 1,1 mil empregos diretos.

Em agosto, foi anunciada a planta de operação da empresa mineira Sourei, em Varginha, no Sul de Minas. O investimento soma R$ 23 milhões e deve criar 30 empregos diretos. Em junho, a Century anunciou a construção do segundo data center em Contagem, com investimento de R$ 150 milhões e 57 empregos diretos.

As obras devem começar ainda este ano com início de operação prevista para 2026.

“Minas Gerais vem se consolidando como um hub para empresas de TI e tem vocação para se posicionar como líder em tecnologia e inovação na América Latina. Somos um estado referência em número de startups, institutos de pesquisa e universidades no Brasil”, disse Gustavo Garcia, diretor de gestão e novos negócios da Invest Minas.

Celeiro de startups

Atualmente, segundo o governo mineiro, são mais de 1,4 mil startups e empresas baseadas no estado, além de nove parques tecnológicos – cinco já instalados e quatro em implantação.

O setor de TI emprega mais de 36 mil trabalhadores no estado, com mais de 800 empresas no segmento de licenciamento de software. Santa Rita de Sapucaí e Itajubá despontam como polos nos setores de automação, eletrônica e telecomunicações. Na capital, o destaque é o chamado “San Pedro Valley”, com mais de 500 startups.

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