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Homem idoso de barba branca e cabelos curtos e grisalhos, usando paletó preto com camisa branca, sorri e faz sinal de positivo com o polegar. Ele está em um ambiente público com outras pessoas ao fundo, levemente desfocadas. O homem veste um broche com o logo dos 30 anos da UNIFESP, indicando participação em evento relacionado à universidade (Lula, Luiz Inácio Lula da Silva, Brasil, Americanas, big techs, governo)

O governo federal formalizou, nesta quarta-feira (7), a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil. Localizada na cidade de São Paulo, a unidade será financiada por um empréstimo de R$ 1,7 bilhão concedido pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics.

A iniciativa visa modernizar a rede de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de tecnologias emergentes. Segundo o Ministério da Saúde, o hospital será referência nacional em saúde digital, utilizando medicina de alta precisão apoiada por inteligência artificial (IA).

O projeto prevê a integração de uma rede de serviços inteligentes, incluindo 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas que funcionarão de forma interligada em diversos estados.

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Estrutura e capacidade

Vinculado à Universidade de São Paulo (USP), o novo complexo hospitalar terá capacidade para atender 200 mil pacientes por ano. A estrutura contará com:

  • Setor de emergência com 250 leitos;

  • UTI com 350 leitos conectados às unidades inteligentes;

  • 25 salas de cirurgia.

A previsão de entrega é de três a quatro anos. O principal objetivo da digitalização é a eficiência operacional. De acordo com o ministério, o uso de infraestrutura digital poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência.

Salto tecnológico

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente do NDB, Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o caráter inovador do projeto.

“Há um grande esforço de modernização tecnológica do SUS para ofertar para a população brasileira, de graça, o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”, afirmou Padilha.

Dilma Rousseff ressaltou que o contrato, com prazo de pagamento de 30 anos, envolve parcerias com a China e a Índia. Para ela, o investimento vai além da estrutura física e foca no acesso à tecnologia como vetor de desenvolvimento.

Outros investimentos

Além da nova unidade inteligente, o montante anunciado contempla a modernização de outros hospitais de excelência do SUS, incluindo unidades da Unifesp, o novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense e o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro. Apenas para a reestruturação dos hospitais federais do Rio, serão destinados R$ 1,2 bilhão.

Com informações da Agência Brasil.

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