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Um homem vestindo terno azul escuro, camisa social branca e gravata listrada vermelha está em pé diante de uma cortina azul escura. O rosto dele está coberto por um quadrado borrado, ocultando sua identidade. Ele está com o punho direito cerrado, sugerindo que está fazendo um gesto enfático, possivelmente durante um discurso ou apresentação. Na frente dele, há várias pessoas, algumas das quais estão registrando o momento com seus celulares, tirando fotos ou gravando vídeos. (chips, trump)

A administração Trump, que costuma se referir à transição energética como um “grande golpe verde”, negocia para obter até 10% de participação na Lithium Americas, responsável por um dos maiores projetos de lítio do Hemisfério Ocidental. O interesse vem atrelado à renegociação do prazo de pagamento de um empréstimo de US$ 2,26 bilhões concedido pelo Departamento de Energia (DOE). A informação foi publicada pela Reuters e repercutida pelo TechCrunch.

A Lithium Americas está desenvolvendo a mina de Thacker Pass, em Nevada, que promete se tornar um ativo estratégico para a produção de veículos elétricos. Apenas a primeira fase do empreendimento teria capacidade para fornecer lítio suficiente para até 800 mil carros por ano.

O projeto recebeu aval regulatório ainda no final do primeiro mandato de Donald Trump, mas o financiamento bilionário veio depois, via escritório de programas de empréstimos do DOE, durante a gestão Biden.

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Aposta da GM

A General Motors comprou, em 2024, 38% da Lithium Americas por US$ 625 milhões. O acordo garante à montadora o direito de adquirir toda a produção da primeira fase e duas décadas da segunda. Isso seria suficiente para abastecer cerca de 1,6 milhão de veículos elétricos ao longo de 20 anos.

Como parte das negociações atuais, a Casa Branca estaria pressionando a GM a confirmar esse compromisso de compra, mesmo enquanto Trump adota um discurso contrário à rápida transição das montadoras para modelos elétricos.

Governo como acionista

A estratégia de buscar participação em empresas privadas não é inédita. Nos últimos meses, a administração republicana também fechou negociações que renderam ao governo participação em companhias como a Intel e a MP Materials.

Um porta-voz da Casa Branca citado pela Reuters afirmou que o apoio ao projeto é real, mas ressaltou que “não existe dinheiro grátis”, reforçando a necessidade de retorno aos contribuintes.

O movimento sinaliza uma tentativa de alinhar discurso político, interesses estratégicos e segurança energética em um momento em que a corrida global pelo lítio, essencial para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento, se intensifica.

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