Skip to main content

Imagem: reprodução/LinkedIn No lado esquedo Flávio Cruz, lado direito Glaucia Ruiz, executivos do Grupo Petrópolis, palestrantes do Na Mata BuildBox

No segundo dia do IT Forum Na Mata com oferecimento BuildBox, realizado na sexta-feira (12) no Distrito Itaqui, o Grupo Petrópolis apresentou como uma digitalização construída a partir de problemas reais da operação produziu resultados mais consistentes do que a adoção de tecnologia por modismo.

Flávio Cruz, gerente-executivo de tecnologia, e Glaucia Ruiz, coordenadora de produtos digitais, apresentaram a trajetória de digitalização da companhia, que começou pela urgência da pandemia e evoluiu para uma estrutura dedicada a produtos digitais com lógica própria de desenvolvimento.

Um dos exemplos apresentados foi o Bom Parceiro, aplicativo de vendas B2B criado em 2020 com equipes trabalhando remotamente e sem tempo para planejamento extenso. “Criamos o aplicativo durante a pandemia, trabalhando de casa, movidos pela urgência. O investimento na digitalização aconteceu pela necessidade”, diz Ruiz.

O que nasceu como resposta emergencial tornou-se um dos pilares da estratégia comercial do grupo. “Com o Bom Parceiro, ganhamos rapidez e agilidade em mudanças e estratégia. Por mais que possa parecer o básico, muitas empresas ainda não estão fazendo o básico”, afirma Cruz.

Leia mais: Para CEO da BuildBox, IA vai assumir o papel do Microsoft Office nas empresas

Essa aderência à realidade da operação aparece também nas escolhas técnicas. O GP Vendas, aplicativo voltado aos vendedores de campo, foi desenvolvido com arquitetura offline first, decisão que nasceu da observação direta de como o trabalho acontece. “Há muitas vendas em zonas rurais, onde nem sempre há boa conexão. Então pensamos nesse problema e já criamos o produto dessa forma”, explica Cruz.

A companhia destacou ainda o GP Promotores, solução que automatiza processos dos promotores de vendas e complementa as etapas de negociação, como um dos maiores investimentos recentes em tecnologia.

IA sem apego a plataformas

A mesma racionalidade orienta o uso de inteligência artificial (IA). Cruz adota uma postura agnóstica em relação às plataformas. “Hoje estamos com o Codex, da OpenAI, mas se amanhã a Anthropic for melhor para nossa empresa, mudamos. É preciso ver o que é melhor para o negócio”, afirma. No Grupo Petrópolis, a IA é avaliada pelo que entrega na prática, não pelo nome.

O mesmo pragmatismo vale para a escolha de parceiros. Cruz alerta para um erro que começa antes mesmo da contratação. “Nem sempre o parceiro mais barato é o melhor. Começa por uma RFP bem escrita: se você não sabe o que quer e com quem deve trabalhar, acaba buscando apenas a solução mais barata”, diz.

A trajetória apresentada pelos executivos aponta para uma conclusão: antes de perguntar qual tecnologia adotar, é preciso saber qual problema resolver. “Digital não é opcional em uma indústria de bebidas. A pressão competitiva é grande e é preciso ter um digital estruturado”, resume Cruz. Para o Grupo Petrópolis, a inovação que não parte da operação dificilmente chega a ela.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!