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Estande da Huawei em um grande evento ou feira de tecnologia, com teto decorado por centenas de luzes em espiral e o logotipo da marca em destaque no centro superior da imagem. O local está lotado de pessoas, indicando grande interesse e movimentação no espaço da empresa. No fundo, é possível ver painéis e telas com informações tecnológicas, incluindo a frase "Accelerate industrial intelligence" (china, eua)

A Huawei anunciou nesta quinta-feira (18) que pretende lançar, entre 2026 e 2027, o que classifica como os superclusters de inteligência artificial mais poderosos do mundo. De acordo com a ABC News, a estratégia da fabricante chinesa é expandir sua infraestrutura de computação de alto desempenho apesar de depender de chips domésticos menos avançados.

A corrida tecnológica se intensifica à medida que os Estados Unidos restringem a venda de semicondutores de ponta para a China e o governo chinês pressiona empresas locais a reduzirem a compra de componentes norte-americanos.

No evento anual de clientes realizado em Xangai, a Huawei detalhou o lançamento dos superpods Atlas 950 e 960, que se basearão nos chips Ascend da própria companhia. Segundo a empresa, dezenas desses módulos poderão ser interconectados para formar superclusters capazes de treinar e executar modelos avançados de IA em grande escala.

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O roadmap prevê que os chips Ascend 950 e 960 sejam lançados em 2026 e 2027, respectivamente, seguidos pelo Ascend 970 em 2028. Esses componentes formam a base dos novos superpods e marcam o esforço da Huawei para fortalecer sua independência tecnológica.

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Eric Xu, presidente rotativo da Huawei, afirmou durante o evento que a companhia aposta em uma nova arquitetura de computação capaz de atender à demanda crescente por poder de processamento de maneira sustentável. A abordagem consiste em usar um volume maior de chips e conectá-los em arquiteturas otimizadas para compensar a falta de semicondutores equivalentes aos da Nvidia, líder global do setor.

Pressão por autossuficiência

Para analistas, o anúncio sinaliza um marco estratégico. Charlie Dai, da Forrester Research, destacou que o movimento demonstra maior empenho da China em garantir resiliência tecnológica frente às restrições de exportação.

Baseada em Shenzhen, a Huawei vem liderando iniciativas para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras e ampliar a influência do país no cenário global de IA. Caso os planos se concretizem, os superclusters prometem colocar a empresa em um novo patamar na disputa com gigantes como Google e OpenAI.

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