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Texto alternativo: Pessoa vestindo um terno azul tocando uma tela virtual com um ícone de grupo de pessoas dentro de uma mira digital. Ao redor, há outros ícones representando alvos, análise de dados, pesquisa e aperto de mãos, simbolizando estratégias de gestão de clientes e marketing direcionado. O fundo é escuro com um efeito tecnológico e futurista. (Gestão, clientes, tecnoloiga, negócios, preparado identificar, hiperpersonalização, continuidade, Nonaka, experiência)

Por Sarita Besada, VP de operações em CX da Concentrix Brasil

A experiência do cliente está mudando de patamar e isso não é mais uma questão de tendência, mas de urgência estratégica. Em um mercado cada vez mais pressionado por margens, eficiência e retenção, a experiência do cliente (CX) se consolida como um diferencial competitivo real. Mas a forma de fazer isso acontecer também evoluiu: personalização, agilidade e escalabilidade só são possíveis hoje por meio de tecnologias como automação inteligente, IA generativa e IA agêntica.

Mais do que ferramentas isoladas, essas tecnologias estão sendo aplicadas em plataformas unificadas e com agentes IA, capazes de atuar de forma autônoma e integrada aos processos de atendimento. Além disso, eficiência real só se sustenta quando há equilíbrio entre automação e contato humano, infraestrutura confiável e foco em segurança, governança e experiência. O resultado será perceptível: redução de custos operacionais, aceleração de processos e aumento consistente da satisfação do cliente.

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Segundo levantamento da McKinsey & Company, a IA generativa pode adicionar até US$ 4,4 trilhões à economia global anualmente, com ganhos significativos nos setores de varejo, serviços financeiros e atendimento ao cliente. O estudo mostra que as maiores oportunidades estão justamente nas frentes de automação de tarefas repetitivas, atendimento multimodal e suporte com base em dados. O recado é claro: IA aplicada à experiência do cliente deixou de ser uma aposta, virou vetor de produtividade e diferencial de marca.

Na mesma linha, uma pesquisa do Gartner realizada em dezembro de 2024, já indicava uma tendência que se confirma em 2025: 85% dos líderes de atendimento ao cliente previam explorar ou pilotar soluções de IA Generativa conversacional voltadas ao consumidor. Hoje, vemos essa previsão se concretizar com a adoção crescente de voicebots e outras formas de automação para lidar com interações de baixa complexidade. A expansão dessas tecnologias é impulsionada não apenas por ganhos operacionais, mas também pelo valor tangível que entregam ao cliente: mais agilidade, conveniência e consistência em cada ponto de contato.

Organizações de diferentes setores estão redesenhando seus modelos de atendimento com tecnologias baseadas em IA que operam por múltiplos canais: voz, chat, aplicativos, dispositivos inteligentes, entre outros, e são capazes de se integrar a plataformas legadas como CRMs, ERPs e ferramentas de workforce, com agilidade de implementação e governança de ponta a ponta.

O impacto vai além do atendimento: agentes humanos ganham produtividade ao focar em casos complexos, o tempo médio de atendimento (TMA) diminui, a satisfação do cliente aumenta e a escalabilidade operacional torna-se viável sem comprometer a qualidade.

Mas é preciso um alerta importante: tecnologia sozinha não transforma a experiência. Sem desenho de jornada, sem clareza nos objetivos de negócio e sem integração entre dados, canais e times, a IA vira só mais um recurso subutilizado. O diferencial está em conectar a automação ao comportamento real do consumidor, com decisões baseadas em dados e governança contínua.

Uma pesquisa recente conduzida pelo Everest Group, com mais de 450 líderes globais, reforça esse ponto: 72% acreditam que a IA irá complementar a atuação humana e não a substituir. Além disso, 55% das empresas já tratam a modernização tecnológica e a adoção de IA como prioridade estratégica.

É essa a nova engenharia do CX: um modelo no qual tecnologia e empatia não são opostas, mas complementares. Em que dados, automação e IA geram inteligência acionável, mas o olhar humano ainda é essencial para decisões de alto impacto.

O futuro do atendimento não será apenas digital, será inteligente, contínuo, responsivo e cada vez mais conectado ao que realmente importa: as necessidades em tempo real dos clientes. As empresas que entenderem essa equação vão liderar o novo ciclo da experiência. As que não entenderem, estarão sempre correndo atrás.

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