Skip to main content

Interior de uma fábrica de grande porte com máquinas industriais distribuídas ao longo de uma ampla área de produção. Sobre a cena, há elementos gráficos digitais semitransparentes em tons de azul, incluindo ícones, painéis de dados, gráficos, indicadores de desempenho e representações de rede conectada, criando a aparência de uma camada tecnológica integrada ao ambiente físico. O piso possui demarcações para circulação, e a estrutura do galpão conta com vigas metálicas, iluminação industrial e equipamentos de grande dimensão. A imagem combina o ambiente fabril com recursos visuais que remetem à digitalização, automação industrial, inteligência artificial e indústria conectada. (Eletrica, infraestrutura)

A expansão dos data centers impulsionada pela inteligência artificial (IA) está pressionando a infraestrutura elétrica global e abrindo uma lacuna entre o que as concessionárias de energia esperam da tecnologia e o que efetivamente usam. Esse é o diagnóstico central de um novo relatório da Capgemini, empresa global de tecnologia e consultoria.

O estudo, intitulado “IA encontra a rede elétrica: moldando o cenário energético dos data centers“, foi realizado com 612 executivos seniores do setor elétrico em 21 países, incluindo o Brasil. A pesquisa também ouviu 175 executivos de organizações proprietárias e operadoras de data centers e incorporou perspectivas de cerca de 20 líderes de grandes organizações globais do setor.

Leia mais: Ataque por apps e credenciais cresce 44%, diz IBM

Lacuna entre expectativa e adoção

Mais de 60% dos executivos do setor elétrico esperam que a IA gere ganhos em eficiência e operações, segundo o levantamento. Na prática, porém, apenas 45% das concessionárias usam a tecnologia para otimização da rede elétrica.

A defasagem é ainda mais acentuada quando o recorte são os agentes de IA: só 16% das empresas elétricas os utilizam atualmente para otimização e confiabilidade da rede. No entanto, 58% planejam adotar essa modalidade nos próximos dois anos, de acordo com os dados da pesquisa.

O crescimento da procura por eletricidade se acelerou junto com a expansão das operações de data centers, e o relatório da Capgemini avalia que essa trajetória deve se manter nos próximos três a cinco anos.

O caminho segundo a Capgemini

O estudo aponta que as empresas do setor elétrico que combinarem modelagem de procura disciplinada com entregas mais rápidas e flexíveis, sustentadas por operações baseadas em IA e por equipes preparadas para o cenário digital, estarão em melhor posição para liderar a próxima fase de expansão dos data centers.

Claire Gauthier, vice-presidente global de Energia e Utilities da Capgemini, afirma: “O sucesso dependerá da capacidade de alinhar investimentos em infraestrutura, fornecimento de energia e operações habilitadas por IA para gerenciar tanto a escala quanto a volatilidade da procura, equilibrando confiabilidade, custo e sustentabilidade”.

A pesquisa foi conduzida na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina, e os resultados compõem o levantamento publicado pela Capgemini nesta quarta-feira (30).

Leia o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!