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Joaquim Campos, vice-presidente de Software da IBM América Latina. Foto: Divulgação/IBM

O AI Press Tour da IBM, realizado no Valle Nevado*, no Chile, trouxe um alerta importante sobre a nova era da inteligência artificial (IA). Joaquim Campos, vice-presidente de Software da IBM América Latina, foi enfático ao dizer que os maiores desafios da tecnologia não estão na IA em si, mas em como as empresas conseguem extrair valor dela.

A fala resume bem a trajetória recente da IA no mercado e da jornada da empresa com a tecnologia. Em 2011, a vitória do Watson no Jeopardy colocou a IA em evidência; em 2019, ela começou a ganhar corpo nos negócios; em 2022, o ChatGPT democratizou seu acesso. “Hoje, mais de 2 mil casos de uso de Watson foram aplicados na América Latina”, contabiliza o executivo.

Campos detalhou a linha do tempo também nos negócios e fez suas apostas na IA generativa. O ano de 2023 foi de experimentação. Já 2024 marcou a produção das primeiras POCs em escala, 2025 será a vez dos agentes inteligentes entrarem em cena, e 2026 deve consolidar o ponto de inflexão, quando a tecnologia escalará de forma massiva.

“Estamos diante de uma curva de maturidade que vai transformar a forma como as empresas operam. Não é mais uma questão de se a IA será adotada, mas de como e em qual velocidade ela será absorvida”, afirmou.

Capacidades da IA e sua aplicação

Para explicar essa transição, Campos propôs uma classificação simples: IA que prevê (machine learning e modelos preditivos); IA que cria (modelos generativos); IA que conversa (assistentes inteligentes); IA que trabalha (agentes autônomos). Essa última camada, segundo ele, representa a virada estrutural, agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma em múltiplos sistemas e ambientes.

Com mais de 40 mil projetos de IA conduzidos com WatsonX, a IBM coleciona aprendizados práticos. “Quanto mais especializado o modelo, maior a precisão e menor o custo”, disse Campos, destacando também a importância do design híbrido. “A IA só entrega valor quando consegue operar em qualquer ambiente, de forma multicloud e integrada.”

O tripé IA, dados e governança foi apontado como essencial pelo executivo nessa jornada. Sem ele, as empresas correm o risco de investir alto sem retorno proporcional.

Campos encerrou sua fala reforçando que o protagonismo da IA dependerá menos da tecnologia em si e mais da forma como ela será aplicada. “A pergunta que os líderes precisam se fazer não é se vão usar IA, mas se estão preparados para extrair valor dela em escala”, concluiu.

*A jornalista viajou a convite da IBM

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