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Mão de uma pessoa estendida em primeiro plano com um elemento gráfico digital sobreposto, formando uma rede de conexões. No centro da rede, há um ícone maior representando uma figura humana destacada, cercada por outros ícones menores distribuídos ao redor e conectados por linhas e pontos. O fundo é desfocado, com luzes e elementos de um ambiente interno, sugerindo um contexto tecnológico relacionado a redes profissionais, conexões ou gestão de pessoas. (qualidade, Brasil, investimento)

Os investimentos globais em inteligência artificial devem continuar avançando mesmo diante de uma possível recessão. Segundo a pesquisa “Global AI Pulse 2026”, realizada pela KPMG, 74% dos líderes afirmam que a tecnologia permanecerá como prioridade estratégica em um cenário de retração econômica.

O levantamento mostra que 64% das organizações já registram resultados empresariais significativos com o uso de IA. Apesar dos avanços, apenas uma parcela limitada das companhias consegue expandir essas iniciativas de maneira consistente e capturar valor em maior escala.

A pesquisa avaliou como empresas de 20 países estão investindo, implementando e obtendo retorno com a inteligência artificial e com a adoção crescente de agentes inteligentes. Cerca de 75% dos executivos entrevistados representam organizações com receitas anuais superiores a US$ 1 bilhão.

Os resultados indicam um cenário de forte interesse pela tecnologia, mas também revelam obstáculos para transformar investimentos em ganhos sustentáveis para os negócios.

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“Os dados mostram que o mercado já superou a fase de experimentação em muitos casos, mas ainda existe uma distância relevante entre investir em IA e capturar valor real e sustentável. As empresas que conseguem avançar são aquelas que tratam a IA como uma transformação de ponta a ponta, e não apenas como uma camada tecnológica adicional”, afirma o sócio-líder de tecnologia e inovação, Frank Meylan.

O estudo também identificou uma distância crescente entre as organizações classificadas como “empresas líderes em IA” e as demais participantes. Esse primeiro grupo representa cerca de 11% da amostra.

De acordo com o levantamento, uma das principais diferenças está na adoção mais ampla e integrada de agentes de IA. Nas empresas líderes, esses sistemas não se limitam à automação de tarefas, mas também são utilizados na coordenação de fluxos de trabalho, no apoio à tomada de decisão e na antecipação de riscos.

“A transformação impulsionada pela IA não é apenas tecnológica — é uma ferramenta de eficiência. As empresas que estão à frente compreenderam que é preciso preparar as tecnologias da mesma forma que as equipes para trabalhar com esses novos sistemas, desenvolvendo habilidades como pensamento crítico, adaptabilidade e capacidade analítica. Sem isso, o potencial da IA simplesmente não se concretiza”, destaca o sócio-líder de análise de dados e inteligência artificial, Ricardo Santana.

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