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Pessoa vestindo camisa azul segura uma lâmpada acesa com o símbolo “AI” (inteligência artificial) no centro, estilizado como um chip de computador. Ao fundo, há uma representação digital do mapa-múndi com elementos gráficos que sugerem tecnologia e conectividade global, parceria (consciênte, startups, decisão, generativa)

A inteligência artificial será a principal tecnologia a ser adotada pelo setor público entre os próximos de dois a cinco anos, diz o Gartner, em relatório recente. A IA soberana e os agentes de IA devem estar no topo das atenções, uma vez que alcançaram o que a consultoria americana chama de “pico das expectativas infladas”.

No gráfico chamado “Ciclo da Hype para Serviços Governamentais de 2025”, a IA generativa já começa a entrar no chamado “vale da desilusão”, ou seja, a expectativa agora é que os investimentos feitos nessa tecnologia tragam retorno. O gráfico [veja abaixo] tenta representar graficamente a maturidade e adoção de tecnologias e aplicações.

“Os líderes do setor público enfrentam uma pressão crescente para atender às expectativas cada vez maiores dos cidadãos, navegar pela incerteza geopolítica e fazer mais com menos recursos”, diz em comunicado Dean Lacheca, vice-presidente analista do Gartner. “Os agentes de IA podem endereçar esses desafios, mas o sucesso dependerá de preencher a lacuna entre as ambições de inovação e as prioridades mais amplas dos governos…”.

gartner grafico IA soberana e agentes chegam ao topo do ‘hype’ entre governos

Fonte: Gartner (setembro de 2025)

IA soberana e agentes

A IA soberana, explica o Gartner, diz respeito aos esforços dos governos para ter suas IAs próprias, para objetivos soberanos específicos. A ideia é melhorar operações governamentais com automação e modernização de processos, de modo a aprimorar a experiência dos funcionários e o engajamento dos cidadãos sem depender de tecnologia estrangeira.

O Gartner prevê que, até 2028, 65% dos governos em todo o mundo irão introduzir alguns requisitos de soberania tecnológica para melhorar a independência e se proteger contra interferências regulatórias de outros países.

Leia mais: “Sem vínculo não há processo terapêutico”: uso de IA pode gerar dependência e até depressão

Já os agentes de IA podem ajudar os governos a melhorarem a prestação de serviços, desde o processamento de solicitações dos cidadãos em relação a políticas e a interpretação de legislações até a automação de tarefas rotineiras. O Gartner prevê que, até 2029, 60% das agências governamentais em todo o mundo utilizarão agentes de IA para automatizar mais da metade das interações transacionais dos cidadãos – são menos de 10% em 2025.

Engenharia de prompts e clientes-máquina

A consultoria elenca outras duas tendências em ascensão entre governos. A engenharia de prompts envolve fornecer entradas de texto ou imagem aos modelos de IA generativa para orientar e restringir respostas, com comandos bem estruturados que melhoram a qualidade, o desempenho e a confiabilidade das respostas.

Os governos podem maximizar o retorno das ferramentas de produtividade com IA ao promover a alfabetização em inteligência artificial nas organizações, diz o Gartner.

Já os clientes-máquina são agentes econômicos não humanos que compram bens ou serviços em nome de pessoas ou organizações. O Gartner prevê que três bilhões de máquinas B2B conectadas à internet podem atuar como clientes hoje, crescendo para oito bilhões até 2030.

Os governos precisarão ter a capacidade de autenticar, fornecer serviços e regulamentar os clientes-máquina, diz a consultoria.

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