
Em meio às evoluções do Pix e do Open Finance, bancos, instituições de pagamentos e seguradoras têm mais desafio de alta sensibilidade: o de prepararem seus sistemas para receberem, lerem, calcularem o dígito verificador e armazenarem o novo CNPJ que passará a ser alfanumérico.
A Receita Federal do Brasil (RFB) começará a implantar a mudança em julho deste ano. A mudança foi anunciada pelo órgão em 2024 por meio da Instrução Normativa nº 2229.
“Essa mudança é complexa porque mexe no coração das instituições, ou seja, nos seus programas e bancos de dados, além das interfaces. Um outro ponto é que se trata de fazer adequações em sistemas que estão rodando. É diferente e tende a ser mais arriscado do que implantar algo novo como o Pix, que se integra ao que já existe”, afirma Camille Ocampo, diretor executivo da Capco.
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De acordo com a Receita, a mudança se deve à demanda crescente por números de CNPJ, o que gera a necessidade de mais combinações. “O atual permite 100 milhões de combinações, sendo que 60 milhões já foram usados. Se a demanda atual for mantida, as possiblidades terminam em 2033”, explica Ocampo.
Segundo ele, os maiores riscos para muitas das instituições estão nas mudanças de muitos códigos dos seus programas, sendo que muitos desses são antigos e podem não ter documentação atualizada. “Isso torna difícil identificar até mesmo quais podem ser alteradas e pode gerar erros e impactar no funcionamento dos sistemas e das bases de dados”, afirma.
Nesse contexto, a inteligência artificial generativa se destaca como uma aliada e muitos bancos já tem iniciado o processo. “Como os bancos estão envolvidos em diversos projetos, o processo de adaptação, testes e implementação segura para operar com o novo CNPJ pode levar meses. No entanto, alguns já iniciaram seus preparativos, o que facilita essa transição”, conclui o executivo.
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