
O Instituto do Coração (InCor), hospital ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e a empresa de tecnologia Dynex, anunciaram essa semana os primeiros resultados de uma parceria cujo objetivo é aplicar computação quântica. O objetivo é permitir que análises médicas e genéticas sejam realizadas com privacidade de dados dos pacientes e precisão.
Na primeira fase do projeto, o InCor enfrentou um desafio comum em instituições de ensino e pesquisa em saúde: proteger informações sensíveis de pacientes sem limitar seu uso científico. A solução desenvolvida, baseada em computação quântica, permite anonimizar prontuários e registros médicos sem comprometer o conteúdo dos documentos.
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Os resultados preliminares mostram que a tecnologia processa dados de forma mais rápida e com menor consumo de energia do que usando modelos de inteligência artificial (IA) em computação tradicional.
“A tecnologia permite que possamos realizar nossas pesquisas de forma mais segura, protegendo as informações médicas em conformidade com a legislação vigente, sem limitar o uso científico dos dados. Isso acelera o caminho entre o dado e a decisão clínica”, explica em comunicado o diretor do serviço de informática do InCor, Marco Antonio Gutierrez.
Com a tecnologia, a expectativa é que hospitais públicos e privados possam cruzar automaticamente dados de exames e prontuários de pacientes para identificar riscos de doenças cardiovasculares, prever complicações em cirurgias ou detectar falhas em protocolos de atendimento. Outra aplicação possível é o apoio à tomada de decisões clínicas a partir de dados, analisados mais rapidamente para observação de sintomas e diagnósticos.
“Estamos falando de uma nova tecnologia com grande potencial para de inovação em medicina, com aplicação em hospitais, universidades e centros de pesquisa de todo o País”, diz Gutierrez.
Parceria com a Dynex
A Dynex é uma fornecedora de tecnologia de computação quântica neuromórfica, que combina princípios da física quântica com inteligência artificial inspirada no cérebro humano. A colaboração com o InCor usa a plataforma Quantum-as-a-Service (QaaS), definida como uma espécie de “nuvem quântica” que permite aplicar a tecnologia de forma mais prática.
As próximas etapas do projeto incluem ampliar os testes para novas aplicações, e integrar a tecnologia à rotina clínica, desde a pesquisa até o atendimento direto aos pacientes.
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