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IA Industrial | Foto: Canva
IA Industrial | Foto: Canva

Seguindo sua tese de investimentos em tecnologias de ponta em IA e Internet das Coisas, a Indicator Capital anunciou um novo investimento. Juntamente com a SP Ventures, a gestora liderou uma rodada de R$ 10 milhões na deeptech mineira Aimirim, especializada em soluções de digitalização industrial.

Com sede em Uberlândia, a Aimirim desenvolveu uma plataforma proprietária – chamada Tupana – para integrar hardware de campo e software avançado nas indústrias, combinando controle preditivo e automação de processos complexos, garantindo que grandes plantas industriais operem com máxima estabilidade.

Este é o primeiro investimento da startup mineira, que até hoje cresceu em bootstrapping, chegando a atrair grandes nomes da indústria, como Raízen e British American Tobacco (BAT). Segundo dados revelados pela deeptech, a Raízen chegou a gerar economias de R$ 1 milhão por safra, com o uso da Tupana.

De acordo com o CEO Renato Pacheco Silva, o diferencial da tecnologia da Aimirim está na interoperabilidade, integrando-se a sistemas industriais legados e levando capacidade de processamento na borda (edge computing), sem a necessidade de substituição de maquinário caro.

“Enquanto outros players oferecem apenas visibilidade com dashboards, conseguimos ir além, entregando controle preditivo. Os protocolos abertos oferecem liberdade aos clientes e evitam a dependência de um único fabricante de hardware. É a transição do ‘monitoramento’ para a ‘autonomia plena’”, completa.

Com o aporte, além da expansão nacional, estão nos planos da Aimirim acelerar sua atuação no exterior, entrando em mercados industriais maduros como Estados Unidos, Europa e Ásia, onde a demanda por eficiência energética e redução de emissões é crítica.

Nesse projeto de internacionalização, a Indicator também assumirá o papel de conectar a deeptech a outros ecossistemas. Segundo destacou a gestora em comunicado, o plano é tornar a Aimirim o “padrão de inteligência da Indústria 4.0”. Este é o último investimento do atual fundo da Indicator, que, a partir de agora, focará em follow-ons do portfólio atual.

“A Aimirim representa a soberania da deep tech brasileira no cenário global. Eles conseguiram ‘hackear’ a ineficiência industrial ao entregar autonomia real em sistemas legados, eliminando a barreira do retrofit caro e complexo”, analisa Derek Bittar, cofundador da Indicator Capital.

Do lado da SP Ventures, o cheque para a Aimirim é o terceiro do fundo três, lançado no ano passado e que já captou US$ 50 milhões, com a meta de fazer 20 investimentos até 2030. O último aporte divulgado pelo fundo AGV III foi em maio do do ano passado, quando investiu na Blooms, fintech mexicana de antecipação de recebíveis para produtores hortifruti.

“Nos surpreendeu a capacidade da Aimirim de aplicar IA diretamente na produção industrial e agroindustrial, automatizando e otimizando processos complexos em tempo real, indo além do monitoramento e da manutenção preditiva. É um exemplo concreto de Physical AI, tendência que acompanhamos com atenção pelo volume de aplicações possíveis e pelo potencial disruptivo que carrega”, pontua Henrique Zanuzzo, principal da SP Ventures, em nota.

O post Indicator e SP Ventures aportam R$ 10M em deeptech de IA para indústria apareceu primeiro em Startups.