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A Infoblox, empresa de redes híbridas e segurança preventiva, anunciou nesta quarta-feira, 14 de janeiro, um acordo definitivo para a aquisição da Axur. A movimentação visa ampliar a proteção das empresas contra ameaças que vão além do perímetro tradicional, focando especialmente no combate ao abuso de marcas, roubo de credenciais e fraudes escaladas por inteligência artificial (IA).

A transação ocorre em um cenário onde ataques cibernéticos utilizam IA para criar campanhas de phishing e personificação cada vez mais sofisticadas. Com a integração das tecnologias, a Infoblox pretende permitir que as equipes de segurança identifiquem e interrompam infraestruturas maliciosas antes mesmo que elas sejam exploradas como armas contra as organizações.

A estratégia por trás da aquisição é permitir que as empresas atuem na “camada zero” do ataque. Segundo Scott Harrell, presidente e CEO da Infoblox, muitos incidentes modernos começam em sites falsos, lojas de aplicativos e anúncios em mecanismos de busca.

“A Axur amplia nossa oferta de segurança preventiva ao permitir que os clientes identifiquem e interrompam essas ameaças mais cedo, por meio de detecção e remoção rápidas baseadas em IA”, afirmou Harrell.

A tecnologia da Axur é reconhecida pela capacidade de notificar novas detecções de phishing para remoção em menos de quatro minutos. Ao unir esses recursos à segurança de DNS da Infoblox, as organizações pretendem bloquear a comunicação com sites fraudulentos enquanto o processo de remoção (takedown) ainda está em andamento.

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Para o mercado, a união das empresas promete reduzir o esforço operacional das equipes de segurança. A automação na descoberta de sites falsos e credenciais vazadas na dark web permite que os profissionais de TI foquem em ações estratégicas, em vez de investigações manuais exaustivas.

Fabio Ramos, CEO da Axur, ressalta que a junção permite escalar as capacidades de interrupção de ameaças com um contexto de rede mais profundo. “Unir-se à Infoblox nos permite oferecer uma abordagem mais preventiva para a proteção”, disse Ramos.

A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2026, dependendo de aprovações regulatórias e condições habituais de fechamento. Até lá, as companhias seguem operando de forma independente.

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