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inovabra | Foto: Divulgação
inovabra | Foto: Divulgação

Em um país continental como o Brasil, a melhor solução para o desafio de uma empresa de São Paulo pode estar em uma startup do Recife. A conexão entre diferentes participantes do ecossistema de inovação é fundamental para ampliar o radar de soluções e aproximar empresas de competências e tecnologias desenvolvidas em diferentes regiões. Por isso, o inovabra vem estreitando relações com ecossistemas regionais fora do eixo paulista, tendo no Porto Digital uma ponte para acessar a rede de inovação de Recife.

A capital pernambucana foi escolhida para descentralizar a prospecção de tecnologias e identificar startups capazes de responder aos desafios das empresas do onectadas ao inovabra. A escolha parte de uma relação já estabelecida entre o Bradesco e o Porto Digital, onde o banco mantém um ambiente ligado à sua área de tecnologia, com profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções e à atração de talentos. “O Nordeste é um lugar muito bom de criação de talento, consequentemente ideias que estão vindo. A gente acredita muito nisso”, afirma Chen Wei Chi, head de negócios e soluções do inovabra.

A aproximação permite ao inovabra acessar redes já consolidadas, conhecer soluções que ainda não fazem parte de seu portfólio e conectá-las a demandas concretas do mercado. Nessa articulação, o Porto Digital contribui com o conhecimento do ecossistema local, enquanto o ecossistema aproxima startups de grandes empresas, ambientes de experimentação e aumenta as oportunidades de contratação. O resultado é uma rede com maior alcance e capacidade de transformar tecnologias promissoras em aplicações reais.

Quando uma startup deve buscar investimento?

Essa articulação com o ecossistema recifense também levou o inovabra ao REC’n’Play Capítulo Saúde, evento realizado em Recife no final de agosto para aproximar startups, investidores, pesquisadores, profissionais e empresas do setor de saúde. Promovido pelo Porto Digital, pelo Real Hospital Português e pelo Sebrae/PE, o encontro reuniu painéis, debates, oficinas práticas e rodadas de negócios sobre inovação e tecnologia aplicadas ao setor. Rafael Barsi, gerente de pesquisa e inovação do inovabra participou do painel “Captar ou validar? Quando uma startup deve buscar investimento.”

O debate trouxe reflexões sobre os fatores que tornam uma startup preparada para captar recursos, mas também para fazer negócios com grandes corporações. Alguns dos aprendizados compartilhados são:

Não existe uma fórmula única para captar ou validar. Cada startup tem uma trajetória, um estágio de maturidade e desafios próprios. Algumas conseguem testar sua proposta antes de buscar investimento, enquanto outras precisam de recursos para desenvolver tecnologias, obter certificações ou realizar integrações. A decisão deve ser orientada pelo que ainda precisa ser validado e pelos aprendizados que esse investimento pode antecipar, não apenas pelo valor disponível para captação.

Dinheiro não resolve a falta de aderência ao mercado. O investimento pode acelerar o desenvolvimento da tecnologia, a contratação de profissionais, a realização dos testes e a expansão da empresa, mas não transforma uma solução sem demanda em um negócio sustentável. A startup precisa entender quem enfrenta o problema, quem vai utilizar a solução, quem influencia a decisão, quem aprova a contratação e quem efetivamente paga por ela. Essa clareza é a base para construir a aderência entre produto e mercado, o chamado product market fit.

Uma tecnologia funcionar é apenas o começo. Para fazer negócios com uma grande corporação, a startup também precisa atender a requisitos de segurança da informação, privacidade, compliance, governança, homologação e contratação. O investimento pode apoiar essa preparação, desde que esteja associado a um plano claro sobre as barreiras que serão superadas, as capacidades que precisam ser desenvolvidas e quais hipóteses serão testadas.

Acesso ao mercado também acelera uma startup. O crescimento não depende apenas de recursos financeiros. O contato com desafios reais, potenciais clientes, conhecimento especializado, ambientes de teste, parceiros, redes de inovação e oportunidades de experimentação e contratação ajuda a validar a solução e orientar sua evolução. É nesse processo que ecossistemas de inovação aproximam startups das áreas de negócio e transformam conexões em possibilidades concretas de aplicação.

Colaboração é chave para construir valor em rede. Startups oferecem agilidade, especialização e novas tecnologias. Corporações contribuem com escala, conhecimento de mercado e desafios reais. Ecossistemas estruturam as conexões, enquanto universidades e centros de pesquisa aproximam a produção científica das necessidades do mercado. A atuação conjunta amplia o alcance da inovação e revela talentos e soluções desenvolvidos em diferentes regiões do país.

Capital compra antecipação de futuro quando existe clareza. Os recursos permitem alcançar mais rapidamente uma etapa de desenvolvimento, mas a startup precisa saber o que pretende acelerar. Esse avanço também pode vir do acesso a clientes, parceiros, especialistas e ambientes de teste. Investimento e conexão com ecossistemas são instrumentos que devem estar a serviço de uma estratégia clara de validação, preparação e crescimento. 

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O post inovabra e Porto Digital ampliam oportunidades para a comunidade  apareceu primeiro em Startups.